PAISAGEM

ORAÇÃO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

OH! JESUS MEU ETERNO PAI DO CÉU, DOCE CORAÇÃO DE JESUS, SOIS O ME REFÚGIO, MEU GUIA, MINHA LUZ QUE ILUMINA TODO MEU CAMINHO, ME PROTEJA, ME AJUDE, ME DÊ ÂNIMO, CORAGEM E MUITA CONFIANÇA. FIQUE SEMPRE COMIGO. DAI-ME UMA PAZ QUE BROTA DO MEU CORAÇÃO. DAI-ME A GRAÇA DE CONSEGUIR FAZER ALGO PARA VOS AGRADAR. DAI-ME FORÇA, A DECISÃO E CORAGEM. ENVIE TEU ESPÍRITO SANTO E TUDO SERÁ CRIADO. NÃO DEIXE TARDAR EM VOS AGRADECER. ILUMINE MINHA MENTE QUE DEVO FAZER. AJUDE QUE EU NÃO ME ESQUEÇA DE VOS AGRADECER. JESUS FIQUE SEMPRE COMIGO. DOCE CORAÇÃO DE MARIA, RAINHA DO CÉU E DA TERRA. SEJA NOSSA SALVAÇÃO. AMÉM

Observação: Esta oração foi escrita por minha mãe em seus últimos dias de vida /1993. Saudades!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

As borboletas, de Vinícius de Moraes

Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas

Borboletas brancas
São alegres e francas.

Borboletas azuis
Gostam muito de luz.

As amarelinhas
São tão bonitinhas!

E as pretas, então . . .
Oh, que escuridão!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Poemas de Gregório de Matos


Agradecimento de uns Doces a sua Freira
Senhora minha, se de tais clausuras 
Tantos doces mandais a uma formiga, 
Que esperais vós agora que eu vos diga 
Se não forem murchíssimas doçuras? 

Eu esperei de Amor outras venturas, 
Mas ei-lo vai, tudo o que é dar obriga, 
Ou já ceia de amor, ou já da figa, 
Da vossa mão são tudo ambrósias puras. 

O vosso doce a todos diz: comei-me, 
De cheiroso, perfeito e asseado; 
Eu por gosto lhe dar comi e fartei-me. 

Em este se acabando irá recado, 
E se vos parecer glutão, sofrei-me 
Enquanto vos não peço outro bocado.
Epitáfio para o Marquês de Marialva

Em três partes enterrado 
está o corpo do Marquês 
de Marialva: porque em dez 
mil seu nome é venerado: 
e foi destino acertado, 
que em tanta parte estivesse, 
para que o mundo soubesse, 
que este valeroso Marte 
morto assiste em qualquer parte, 
como se ainda vivesse.
Pintura Admirável de uma Beleza

V ês esse Sol de luzes coroado? 
Em pérolas a Aurora convertida? 
Vês a Lua de estrelas guarnecida? 
Vês o Céu de Planetas adorado? 

O Céu deixemos; vês naquele prado 
A Rosa com razão desvanecida? 
A Açucena por alva presumida? 
O Cravo por galã lisonjeado? 

Deixa o prado; vem cá, minha adorada, 
Vês de esse mar a esfera cristalina 
Em sucessivo aljôfar desatada? 

Parece aos olhos ser de prata fina? 
Vês tudo isto bem? Pois tudo é nada 
À vista do teu rosto, Caterina.
Esse farol do Céu, fímbria luzida 

Esse farol do céu, fímbria luzida, 
Esse lenho das ondas, pompa inchada, 
Essa flor da manhã, delicia amada, 
Esse tronco de abril, galha florida, 

É desmaio da noite escurecida, 
É destroço da penha retirada, 
É lastima da tarde abreviada, 
É despojo da chama enfurecida. 

Se o sol, se a nau, se a flor, se a planta toda 
A ruína maior nunca se veda; 
Se em seu mal a fortuna sempre roda; 

Se alguém das vaidades não se arreda, 
Há de ver (se nas pompas mais se engoda), 
Do sol, da nau, da flor, da planta, a queda .

Disponível em: http://www.vestibular1.com.br/resumos_livros/poemas_de_gregorio_matos.htm e acesso em 16 jan. 2011.

CONTOS NOVOS - Mário de Andrade (Resumo)

Mário de Andrade (São Paulo, 1893-1945), líder da geração que implantou o Modernismo na cultura brasileira.

Obra

Contos Novos (1947), escrito num período de crise pessoal, teve publicação póstuma. Reúne narrativas da maturidade artística do autor, marcadas pela maior depuração compositiva e estilística. "Eu também me gabo de levar de 1927 a 42 pra achar o conto, e completá-lo em seus elementos" (Carta a Alphonsus de Guimaraens Filho).

 

Gênero literário 

Contos de estrutura moderna, que acolhem as principais correntes ficcionistas que marcaram a Literatura Brasileira das décadas de 30 e 40. Mais do que os fatos exteriores, os relatos procuram registrar o fluxo de pensamento das personagens.

 

Contexto histórico-cultural

São Paulo, capital e interior, décadas de 20 a 40; processo de urbanização e industrialização (cidade); patriarcalismo X progressismo (ambiente rural).

 

Enredos:

1. "Vestida de preto”: Juca, em flash-back, recupera as primeiras experiências amorosas com sua prima Maria, bruscamente interrompidas por uma Tia Velha. A repressão associa-se à rejeição da prima, que o esnoba na adolescência. A prima se casa, descasa, e o convida para visitá-la. "Fantasticamente mulher", sua aparição deixa Juca assustado. 
2. "O ladrão”: Numa madrugada paulistana, um bairro operário é acordado por gritos de pega-ladrão. Num primeiro momento, marcado pela agitação, os moradores reagem com atitudes que vão do medo ao pânico e à histeria, anulados pela solidariedade com que se unem na perseguição ao ladrão. Num segundo momento, caracterizado pela serenidade e enleio poético, um pequeno grupo de moradores experimenta momentos de êxtase existencial. Os comportamentos se sucedem numa linha que vai do instinto gregário ao esvaziamento trazido pela rotina. 
3. "Primeiro de Maio”: Conflito de um jovem operário, identificado como "chapinha 35", com o momento histórico do Estado Novo. 35 vê passar o Dia do Trabalho, experimentando reflexões e emoções que vão da felicidade matinal à amargura e desencanto vespertinos. Mesmo assim, acalenta a esperança de que, no futuro, haja liberdade democrática para que "sua" data seja comemorada sem repressão. 
4. "Atrás da catedral de Ruão”: Relato dos obsessivos anseios sexuais de uma professora de francês, quarentona invicta, que procura hipocritamente dissimular seus impulsos carnais. Aplicação ficcional da psicanálise: decifração freudiana. 
5. "O poço”: Joaquim Prestes, fazendeiro dividido entre o autoritarismo e o progressismo, é desafiado por um grupo de peões que se insubordinam, desrespeitando o mandonismo absurdo do patrão. 
6. "Peru de Natal”: Juca exorciza a figura do pai, "o puro-sangue dos desmancha-prazeres", proporcionando à família o que o velho, "acolchoado no medíocre", sempre negara. 
7. "Frederico Paciência”: Dois adolescentes envolvidos por uma amizade dúbia, de conotação homossexual, procuram encontrar justificativas para esse controvertido vínculo e se rebelam contra as convenções impostas pela sociedade. 
8. "Nélson”: Registro do comportamento insólito de um homem sem nome. Num bar, um grupo de rapazes exercita seu "voyeurismo" pela curiosidade despertada pelo estranho sujeito: quatro relatos se acumulam, na tentativa de decifrar a identidade e a história de vida de uma pessoa que vive ilhada da sociedade, ruminando sua misantropia. 
9. "Tempo de camisolinha”: Juca, posicionando-se novamente como personagem-narrador, evoca reminiscências da infância, especialmente do trauma que lhe causou o corte de seus longos cabelos cacheados. Reconcilia-se com a vida ao presentear um operário português com três estrelas-do-mar. 

Foco narrativo de 1ª pessoa 
Centra-se no eixo de individualidade de Juca, protagonista-narrador. Por meio de evocação memorialista, em profunda introspecção, ele relembra a infância, a adolescência e o início de vida adulta. 

Foco narrativo de 3 ª pessoa 
Centra-se num eixo de referência social, de inspiração neo-realista. A denúncia de problemas sociais se alia à análise da problemática existencial das personagens. 

Espaço 
Integra-se de forma dinâmica nos conflitos das personagens. Por exemplo, em "O poço", o frio cortante do vento de julho, no interior paulista, amplifica o tratamento desumano que o fazendeiro Joaquim Prestes dá a seus empregados. 
Personagens 
Nas nove narrativas, evidencia-se um profundo mergulho na realidade social e psíquica do homem brasileiro. Os quatro contos de cunho biográfico e memorialista, centrados em Juca, promovem uma "interiorização" de temas sociais e familiares. Já os com enunciação em terceira pessoa apresentam personagens cuja densidade psicológica procura expressar a relação conflituosa do homem com o mundo. Em contos como "Primeiro de Maio", "Atrás da catedral de Ruão" e "Nélson", os protagonistas não têm nome: isso é índice da reificação e da alienação que fragmentam a existência humana na sociedade contemporânea.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A vida me ensinou... (Charles Chaplin)

A pedir perdão; 
a sonhar acordado;
a acordar para a realidade (sempre que fosse necessário); 
a aproveitar cada instante de felicidade; 
a chorar sem vergonha de demonstrar;
me ensinou a ter olhos para ' ver e ouvir estrelas', embora nem sempre consiga entendêl-as; 
a ver o encando do pôr-do-sol; 
a sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
a abrir minhas janelas para o amor;
a não temer o futuro;
me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesma tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher. 
Sou feliz porque amo minha vida, minha família, meus amigos, meu amor, meus colegas, meus rivais!

FRASES do livro O PEQUENO PRÍNCIPE, Antoine de Saint-Exupèry

Ø  O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem.”
Ø   “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
Ø  “O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.”
Ø   “Foi o tempo que dedicastes à tua rosa que fez tua rosa tão importante."
Ø  “O verdadeiro homem mede a sua força, quando se defronta com o obstáculo.”
Ø  “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.”
Ø  “Quando você dá de si mesmo, você recebe mais do que dá.”
Ø  “Os olhos são cegos. É preciso ver com o coração...”
Ø  “Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção.”
Ø  “O que conduz o mundo é o espírito e não a inteligência.”
Ø  “Fica responsável por tudo aquilo que domesticaste.”
Ø  “A ordem não cria a vida.”
Ø  “Também somos ricos das nossas misérias.”
Ø  “Conhecer não é demonstrar nem explicar, é aceder à visão.”
Ø  “Apenas se vê bem com o coração, pois nas horas graves os olhos ficam cegos.”
Ø  “É o mesmo sol que derrete a cera e seca a argila.”
Ø  “Tenho o direito de exigir obediência, porque as minhas ordens são sensatas.”
Ø  “Mulher: a mais nua das carnes vivas e aquela cujo brilho é o mais suave.”
Ø  “Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo.”
Ø  “O verdadeiro homem mede a sua força, quando se defronta com o obstáculo.”

CONVITE!!!


Olá amigos! 
Assistam JORGE PAI  e JORGE FILHO no próximo dia 23/01, das 9h às 12h, reprise das 19h às 21h45 no Programa "TERRA DA PADROEIRA" na TV APARECIDA.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Resumo: O bom crioulo, de Adolfo Caminha

Na calmaria do mar os marinheiros se enfileiravam para ver o castigo que três deles receberiam devido a infrações dentro do navio. Entre eles estava Amaro, o bom crioulo. Era um negro forte, ex-escravo fugido, metia medo nos companheiros. Entrara pra marinha e se destacava, por muito tempo sonhou navegar e agora ali estava em uma embarcação. Recebeu como punição algumas chibatadas que agüentou com dureza. 

Estava sendo punido por brigar com outro companheiro. Brigara com ele por conta de Aleixo. Aleixo era um rapazinho do sul, loiro de olhos azuis; Amaro quando o viu se encantou e o fez protegido, mas sua estima ia além da amizade: desejava Aleixo como homem deseja mulher. No decorrer da viagem os dois criaram laços de amizades. 

Com pouco tempo a viagem acabou e os dois desembarcaram no Rio de Janeiro. Amaro planejava no navio que eles fossem juntos até a Rua da misericórdia onde D. Caroline vivia em um sobradinho a alugar quartos. Ela era sua conhecida por uma vez ter-lhe salvado a vida. Alugaram um quarto colado ao sótão e ali viveram como dois amantes. Amaro tratava Aleixo como um escravo a satisfazê-lo, mas a afeição existia. D. Carolina brincava que juntos acabariam tendo um filho. 

Embarcavam e trabalhavam no mesmo navio e juntos voltavam a terra unindo-se em seu quartinho. Foi assim até que Amaro foi chamado a serviço em outra embarcação, eles combinaram o dia para que voltassem juntos e se encontrassem no sobradinho. Mas, no navio de Amaro ele só podia desembarcar uma vez por mês. A boa referência de seu trabalho garantida pela convivência satisfatória que levava na Rua da misericórdia fazia-o mais requisitado. 

Um dia Aleixo desembarcou e Amaro não estava no quartinho. Ele sozinho na cama a fumar planejou, pela primeira vez, encontrar outro homem. Era bonitinho, poderia achar outro, já estava acostumado às relações com o mesmo sexo. Foi nesses tempos que D. Caroline desejou possuí-lo. Inicialmente ele mostrava por ela um pudor, mas ela se insinuava. Convidou-o para ir ao quarto dela e foi ali que ele esteve com a primeira mulher de sua vida. Os dois passaram a viver um romance. Aleixo a desejava e a recíproca era verdadeira. 

Amaro apareceu e desta vez quem não estava no quartinho foi Aleixo. Amaro vasculhou o quarto em busca de traição e depois saiu à rua, pensando em se ajeitar com alguma mulher e abandonar Aleixo. Acabou se embebedando, tornou-se uma fera e conseqüentemente entrou em uma briga. Por tal, acabou levado por um capitão à sua embarcação, passou a primeira noite preso e no dia seguinte recebeu o castigo. Foram cento e cinqüenta chibatadas, as quais levaram o negro ao hospital. 

Aleixo e D. Caroline possuíam-se. Ele queria por tudo esquecer a figura do negro por qual nunca sentira nada e de quem guardava até certo rancor. Amaro estava no hospital, sentia-se ali preso, o que lhe torturava devido a sua paixão pela liberdade. Com o decorrer dos dias Aleixo vivia com Caroline e exigia-lhe fidelidade. E Amaro, inválido no hospital, morria de saudade, desejo, ciúme, raiva por Aleixo. 

Conseguiu o negro que um bilhete fosse escrito a Aleixo, narrando-lhe onde estava, seu estado e pedindo uma visita. Aleixo não apareceu e, assim, a raiva e o ciúme do negro aumentaram, ele acreditava que o rapazinho arrumara outro homem e sofria. 

Depois de um tempo o bilhete chegou a Rua da misericórdia, Caroline o rasgou, temia o bom crioulo. Nesta noite trancou as portas. Quando Aleixo voltou e teve com a porta trancada encheu-se de desconfiança sobre uma traição. A má situação que se estabeleceu levou Caroline a contar o que a levara a trancar-se. Aleixo cogitou uma visita ao negro, mas ela afirmou que era melhor que não, Amaro acabaria por esquecer-se do rapaz. 

Então em um dia de visita, Herculano, ex-companheiro de Amaro nas embarcações, apareceu em visita a um doente. Amaro teve com ele e disfarçado indagou sobre Aleixo. Recebeu de reposta que ele estava metido com oficiais e que saía e entrava quando queria, acreditavam até que tinha uma rapariga. 

Depois da partida de Herculano, Amaro planejou sua fuga. Mais que nunca queria ter com Aleixo, era uma raiva e também um desejo de possuí-lo provocando-lhe dor. Escapou do hospital pulando a janela durante a noite, chegou ao mar e esperou até que um homem passou em um barquinho. Tomou carona e chegou ao cais. Vagou pela cidade, até chegar ao sobradinho da Rua da misericórdia, que aparentava estar abandonado. 

Foi à padaria praticamente em frente e indagou pelos moradores. Descreveu Aleixo e D. Caroline. Ainda viviam ali, havia boatos de que se arranjavam juntos e saíam a passeios à noite. Amaro descreveu-os novamente, não acreditando. Foi confirmado e em seguida Aleixo saiu à rua. O negro foi ter com ele. 

Pegou o rapaz e com fúria chamava-lhe de safado e lhe culpava pelo estado em que se encontrava. Aleixo se acovardou. Amaro falava baixo, porém ameaçador. Logo o povo se aglomerou em volta. No fim, D. Caroline saiu à janela e viu do meio da multidão ser retirado o corpo frouxo e ensangüentado do rapazinho, morto a navalhadas. Descendo a rua ia o negro, preso pelos guardas. 

Por Rebeca Cabral

Lista de Obras Literárias para 2011

Novidades!
O site referenciado abaixo apresenta a lista dos livros literários exigidos nos processos seletivos de 2011 da UEM, UEL e de outras universidades.  
UEL - Universidade Estadual de Londrina

 Poesias Selecionadas - Gregório de Matos
 Espumas Flutuantes - Castro Alves
 O Bom-Crioulo - Adolfo Caminha
 A Capital Federal - Artur Azevedo
 A Confissão de Lúcio - Mario de Sá-Carneiro
 Contos Gauchescos - João Simões Lopes Neto
 Falso Mar, Falso Mundo - Raquel de Queiroz (retirada)
 A Teus Pés - Ana Cristina César
 Cidade de Deus - Paulo Lins
 O Outro Pé da Sereia - Mia Couto

UEM - Universidade Estadual de Maringá

 Contos Novos - Mário de Andrade
 Dom Casmurro - Machado de Assis
 Melhores poemas - Cláudio Manuel da Costa
 Melhores poemas - Manuel Bandeira
 O calor das coisas - Nélida Piñon
 O cobrador - Rubem Fonseca
 Poesia e prosa completas - Gonçalves Dias
 Senhora - José de Alencar
 Triste fim de Policarpo Quaresma - Lima Barreto

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Breve orientações - estrutura de alguns gêneros discursivos

1. Resposta de questão interpretativa/argumentativa
·         Interpretar é reproduzir o conteúdo de um texto, de maneira resumida, parafraseando-o;
·         Argumentar é fundamentar, justificar, validar nossas reflexões.
Atenção: Para começar uma resposta interpretativa ou argumentativa basta responder a questão formulada e nunca “inventando moda”.
Veja o exemplo sugerido pela profa. Lucelene de oliveira do blog indicado abaixo, que diz: “a UEM já perguntou “Por que brincar é um direito da criança?” Ela continua esclarecendo que a “resposta deveria começar: “Brincar é um direito da criança porque...”.
Já, na resposta interpretativa, você pode responder usando trechos do(s) texto(s) de apoio. A professora sugere: “Imagine uma pergunta de uma prova de literatura, quando é preciso interpretar um poema. Você escreve “no trecho “tal” o autor faz uma referência a... porque….” .
Nesse gênero discursivo você não precisa buscar informações adicionais, mas simplesmente usar o que a prova oferece, enquanto que na argumentativa serão usados os argumentos do texto de apoio, inclusive pode-se usar informações extras.

CARTA ARGUMENTATIVA

Por: Cursoderedacao.com
Algumas universidades, como a UEL e a Unicamp, têm cobrado nos exames vestibulares uma modalidade de texto muito interessante: a carta argumentativa.
Ao contrário do que pensam muitos vestibulandos, não há segredo algum na elaboração da carta. Aliás, ela é, segundo alguns, bem mais simples que a dissertação tradicional, haja vista que é um tipo de texto bem próximo à realidade dos alunos, dos quais a maioria certamente já escreveu uma carta a alguém.

Vejamos, então, as principais características da carta cobrada pelos vestibulares:

a) Estrutura dissertativa: costuma-se enquadrar a carta na tipologia dissertativa, uma vez que, como a dissertação tradicional, apresenta a tríade introdução / desenvolvimento / conclusão. Logo, no primeiro parágrafo, você apresentará ao leitor o ponto de vista a ser defendido; nos dois ou três subseqüentes (considerando-se uma carta de 20 a 30 linhas), encadear-se-ão os argumentos que o sustentarão; e, no último, reforçar-se-á a tese (ponto de vista) e/ou apresentar-se-á uma ou mais propostas. Os modelos de introdução, desenvolvimento e conclusão são similares aos que você já aprendeu (e você continua tendo a liberdade de inovar e cultivar o seu próprio estilo!);

b) Argumentação: como a carta não deixa de ser uma espécie de dissertação argumentativa, você deverá selecionar com bastante cuidado e capricho os argumentos que sustentarão a sua tese. É importante convencer o leitor de algo.
Apesar das semelhanças com a dissertação, que você já conhece, é claro que há diferenças importantes entre esses dois tipos de redação. 

Vamos ver as mais importantes:
a) Cabeçalho: na primeira linha da carta, na margem do parágrafo, aparecem o nome da cidade e a data na qual se escreve.

 Exemplo: Londrina, 15 de março de 2003.

b) Vocativo inicial: na linha de baixo, também na margem do parágrafo, há o termo por meio do qual você se dirige ao leitor (geralmente marcado por vírgula). A escolha desse vocativo dependerá muito do leitor e da relação social com ele estabelecida. 

Exemplos: Prezado senhor Fulano, Excelentíssimo senhor presidente Luís Inácio Lula da Silva, Senhor presidente Luís Inácio Lula da Silva, Caro deputado Sicrano, etc.

c) Interlocutor definido: essa é, indubitavelmente, a principal diferença entre a dissertação 
tradicional e a carta. Quando alguém pedia a você que produzisse um texto dissertativo, geralmente não lhe indicava aquele que o leria. Você simplesmente tinha que escrever um texto. Para alguém. Na carta, isso muda: estabelece-se uma comunicação particular entre um eu definido e um você definido. Logo, você terá que ser bastante habilidoso para adaptar a linguagem e a argumentação à realidade desse leitor e ao grau de intimidade estabelecido entre vocês dois. Imagine, por exemplo, uma carta dirigida a um presidente de uma associação de moradores de um bairro carente de determinada cidade. Esse senhor, do qual você não é íntimo, não tem o Ensino Médio completo. Então, a sua linguagem, escritor, deverá ser mais simples do que a utilizada numa carta para um juiz, por exemplo (as palavras podem ser mais simples, mas a Gramática sempre deve ser respeitada...). Os argumentos e informações deverão ser compreensíveis ao leitor, próximos da realidade dele. Mas, da mesma maneira que a competência do interlocutor não pode ser superestimada, não pode, é claro, ser menosprezada. Você deve ter bom senso e equilíbrio para selecionar os argumentos e/ou informações que não sejam óbvios ou incompreensíveis àquele que lerá a carta. 

d) Necessidade de dirigir-se ao leitor: na dissertação tradicional, recomenda-se que você evite dirigir-se diretamente ao leitor por meio de verbos no imperativo (“pense”, “veja”, “imagine”, etc.). Ao escrever uma carta, essa prescrição cai por terra. Você até passa a ter a necessidade de fazer o leitor “aparecer” nas linhas. Se a carta é para ele, é claro que ele deve ser evocado no decorrer do texto. Então, verbos no imperativo – que fazem o leitor perceber que é ele o interlocutor – e vocativos são bem-vindos. Observação: é falha comum entre os alunos-escritores “disfarçar” uma dissertação tradicional de carta argumentativa. Alguns escrevem o cabeçalho, o vocativo inicial, um texto que não evoca em momento algum o leitor e, ao final, a assinatura. Tome cuidado! Na carta, vale reforçar, o leitor “aparece”.

e) Expressão que introduz a assinatura: terminada a carta, é de praxe produzir, na linha de baixo (margem do parágrafo), uma expressão que precede a assinatura do autor. A mais comum é “Atenciosamente”, mas, dependendo da sua criatividade e das suas intenções para com o interlocutor, será possível gerar várias outras expressões, como “De um amigo”, “De um cidadão que votou no senhor”, De alguém que deseja ser atendido”, etc.

f) Assinatura: um texto pessoal, como é a carta, deve ser assinado pelo autor. Nos vestibulares, porém, costuma-se solicitar ao aluno que não escreva o próprio nome por extenso. Na Unicamp, por exemplo, ele deve escrever a inicial do nome e dos sobrenomes (J. A. P. para João Alves Pereira, por exemplo). Na UEL, somente a inicial do prenome deve aparecer (J. para o nome supracitado). Essa postura adotada pelas universidades é importante para que se garanta a imparcialidade dos corretores na avaliação das redações.(grifo meu)  Apoio aos alunos que farão o pas-uem. Leia as informações completa no site 
abaixo.


Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/4486/1/CARTA-ARGUMENTATIVA/Paacutegina1.html


GÊNERO TEXTUAL 1 – RESPOSTA INTERPRETATIVA/ARGUMENTATIVA
REDAÇÃO
Leia atentamente, desde o título até o final, o texto que vem a seguir.
“O que é escrita?”
“... na atualidade, a escrita faz parte de nossa vida, seja porque somos constantemente solicitados a produzir textos escritos (bilhete, e-mail, lista de compras, etc, etc.), seja porque somos solicitados a ler textos escritos em diversas situações do dia a dia (placas, letreiros, anúncios, embalagens, etc., etc.).
Que a escrita é onipresente em nossa vida, já o sabemos. Mas, afinal, ‘o que é escrita?’
(...) há muitos estudos sobre a escrita, sob diversas perspectivas, que nos propiciam diferentes modos de responder a questão em foco.
Apesar da complexidade que envolve a questão, não é raro, quer na sala de aula, quer em outras situações do dia a dia, nos depararmos com definições, tais como: ‘escrita é inspiração’; ‘escrita é uma atividade para poucos privilegiados (aqueles que nascem com dom e se transformam em escritores renomados)’; ‘escrita é expressão do pensamento’ no papel ou em outro suporte; ‘escrita é domínio de regras da língua’; ‘escrita é trabalho’ (...) no qual o sujeito tem algo a dizer e o faz em relação a um outro (o seu interlocutor/leitor) com um certo propósito.
Nessa concepção interacional (dialógica) da língua, tanto aquele que escreve como aquele para quem se escreve são (...) sujeitos (...) que (...) se constroem e são construídos no texto.
Assim é que, por exemplo, dependendo do gênero textual a ser produzido, do assunto a ser tratado, de quem seja o interlocutor, dos lugares em que se situam como interlocutores (escrever para um chefe, para um professor, para um amigo, para um namorado), dos conhecimentos pressupostamente compartilhados, do maior ou menor grau de intimidade, familiaridade existente entre esses interlocutores, a escrita pode se constituir mais formalmente ou mais informalmente.”
(Texto adaptado de KOCH, Ingedore V. & ELIAS, Vanda M. Escrita e interação. In: Ler e escrever – estratégias de produção textual. São Paulo: Editora Contexto, 2009. p.31-36).
GÊNERO TEXTUAL 1 – RESPOSTA INTERPRETATIVA/ARGUMENTATIVA
Com base no que as autoras, Koch e Elias, apresentam no texto adaptado “O que é escrita?”, responda, com suas palavras e com argumentos que justifiquem a sua interpretação, a pergunta: O QUE É ESCRITA?
Atenção! A resposta deve ser organizada de forma que, quem a ler, não precise da pergunta para compreendê-la. (UEM/CVU – PAS/2009 1.ª Etapa Caderno de Questões)
 Fonte: http://www.pas.uem.br/provas2009/PASUEM2009G1.pdf

2. Relato:
Relatar é representar pelo discurso suas experiências vividas, situadas no tempo.
 Leia este roteiro como sugestão:
1. Qual título você daria a sua experiência?
2. Por que é importante compartilhar tal experiência?
3. O que motivou essa experiência?
4. O que aconteceu? Quais os problemas encontrados? Quais as oportunidades?
5. O que aconteceu de diferente do esperado? Por quê? Como vocês lidaram com isso?
6. O que mudou depois da implantação desse projeto/plano?
Obs.: convém colocar título (Relato de...).

3. Resumo
"Um resumo é fundamentalmente um tipo de texto que busca aferir compreensão de leitura, seleção dos principais argumentos do texto-base, domínio de escrita e boa organização textual.”
"a. no resumo, interessa apenas o que está no texto lido. Não faça comentários pessoais;
b. não se trata de uma cópia de sentenças avulsas do texto original. Leia o texto, extraia as informações e os argumentos básicos apre­sentados e os apresente com suas próprias palavras. Como você dispõe de apenas 10 linhas, limite-se às informações essenciais;
c. seu texto deverá ser discursivo, isto é, não faça simplesmente uma sequência de itens avulsos.(UFPR)"
Obs.: NÃO se coloca título em resumo.
4. Bilhete
A partir da situação comunicativa apresentada, produza um BILHETE, considerando:
a) o assunto – onde você foi e por que fez isso, antes de o seu chefe chegar ao local de trabalho;
b) o seu interlocutor – você vai se comunicar com o seu chefe;
c) os conhecimentos que seu chefe tem sobre o que você foi fazer fora do seu local de trabalho, no horário do expediente. Não se esqueça de que o seu chefe deve saber porque a tarefa não poderia ser realizada em outro dia nem em outro horário;
d) o grau de intimidade entre você e seu interlocutor – seu chefe, a quem você é subordinado. Qual o tratamento que você dispensa a ele;
e) a linguagem – numa situação como a apresentada, ela precisa ser formal? Pode ser informal?
f) a escrita, independentemente de ser formal ou informal, deve obedecer às regras gramaticais;
g) a comunicação tem que ser rápida e objetiva, pois você deve escrever um BILHETE, gênero textual cujo objetivo é informar o seu interlocutor, que, no caso, é o seu chefe. Por isso, o seu BILHETE deve ser escrito com o mínimo de 20 (vinte) e o máximo de 35 (trinta e cinco) palavras, levando em conta todas elas, independentemente da classe ou da categoria;
h) assine o BILHETE com o nome JOÃO. 
Fonte: UEM/CVU – PAS/2009 1.ª Etapa GABARITO 1 Caderno de Questões 4

 6. NOTÍCIA:
A notícia informa fatos de maneira objetiva apontando as razões e efeitos. Ela exige alguns elementos fundamentais:
a) MANCHETE: Para chamar a atenção dos leitores observe algumas características:
- um verbo para indicar o acontecimento (de preferência no passado, mas se o fato ainda não ocorreu você pode usá-lo no futuro).
- o local em que o acontecimento ou se desenvolveu;
- o momento do fato.
Exemplo: Dona de casa ronca no consultório do dentista à meia-noite.

b) LEAD: No primeiro parágrafo deverá conter as informações básicas sobre o fato noticiado. Nele, os verbos no pretérito perfeito – de modo a indicar um fato que se concluiu, se o noticiado já ocorreu – ou verbos no futuro – se a notícia anuncia um fato que irá acontecer. O lead nunca se inicia pelo verbo.
Veja as sugestões de perguntas: (O quê? Com quem? Quando? Onde? Quando?).

O FATO noticiado é, então, essencial na produção das notícias jornalísticas. Nelas, comunicam-se apenas fatos importantes, que podem interessar a muitas pessoas.
Por tanto, fatos corriqueiros não servem para a constituição das notícias de jornal, pois não chamam a atenção de grandes grupos de leitores.

7. Reportagem:
A reportagem faz investigações, tece comentários, levanta questões, discute, argumenta. Ela é dividida em três partes: manchete, lead e corpo.
Vejamos suas características:
a) informa de modo mais aprofundado fatos que interessam ao público a que se destina o jornal ou revista, acrescentando opiniões e diferentes versões, de preferência comprovadas;
2. costuma estabelecer conexões entre o fato central, normalmente enunciado no lead, e fatos paralelos, por meio de citações, trechos de entrevistas, boxes informativos, dados estatísticos, fotografias, etc.;
3. pode ter um caráter opinativo, questionando as causas e os efeitos dos fatos, interpretando-os, orientando os leitores;
4. contém predomínio da função referencial da linguagem;
5. é escrita em linguagem impessoal, objetiva, direta, de acordo com o padrão culto da língua.
Obs.: Fiz algumas adaptações nos textos para aguçar o interese do leitor. Os sites abaixo apresentam as informações na íntegra.
Fonte: