PAISAGEM

ORAÇÃO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

OH! JESUS MEU ETERNO PAI DO CÉU, DOCE CORAÇÃO DE JESUS, SOIS O ME REFÚGIO, MEU GUIA, MINHA LUZ QUE ILUMINA TODO MEU CAMINHO, ME PROTEJA, ME AJUDE, ME DÊ ÂNIMO, CORAGEM E MUITA CONFIANÇA. FIQUE SEMPRE COMIGO. DAI-ME UMA PAZ QUE BROTA DO MEU CORAÇÃO. DAI-ME A GRAÇA DE CONSEGUIR FAZER ALGO PARA VOS AGRADAR. DAI-ME FORÇA, A DECISÃO E CORAGEM. ENVIE TEU ESPÍRITO SANTO E TUDO SERÁ CRIADO. NÃO DEIXE TARDAR EM VOS AGRADECER. ILUMINE MINHA MENTE QUE DEVO FAZER. AJUDE QUE EU NÃO ME ESQUEÇA DE VOS AGRADECER. JESUS FIQUE SEMPRE COMIGO. DOCE CORAÇÃO DE MARIA, RAINHA DO CÉU E DA TERRA. SEJA NOSSA SALVAÇÃO. AMÉM

Observação: Esta oração foi escrita por minha mãe em seus últimos dias de vida /1993. Saudades!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Vinícius de Moraes (1913-1980)

Marcus Vinícius de Melo Moraes nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 1913. Bacharel em Letras, formou-se também em Direito no mesmo ano em que estreou como escritor: 1933. Cinco anos mais tarde, foi para Oxford, na condição de bolsista mas a explosão da guerra, em 1939, forçou a volta ao Brasil. Ingressou na carreira diplomática em 1943 e em 1946 foi para Los Angeles, como vice-cônsul. Em 1953 compôs seu primeiro samba: era o inicio da atividade que iria absorvê-lo. Alguns anos depois, convidou Tom Jobim para fazer a música do espetáculo Orfeu da Conceição, peça de sua autoria, que viraria depois o filme Orfeu negro, premiado com a Palma de Ouro no festival de Cannes.
Inaugurado dia 22 de outubro de 2003, pela Família de Vinícius de Moraes, página muito bem acabada e completa. Definitiva, sobre a vida e a obra do grande "Poetinha" carioca, aquele que se definia como "O Branco mais preto do Brasil na linha direta de Xangô. Saravá!."  Confira o belo trabalho através deste link.

    Vinícius já estava no terceiro de seus dez casamentos quando saiu o disco Canção do amor demais, com músicas dele e de Jobim; nesse disco ouvia-se, pela primeira vez, a batida da bossa-nova no violão de João Gilberto, acompanhando a - cantora Elizete Cardoso na música "Chega de saudade", marco inicial do movimento. "Garota de Ipanema", de 1962, é a música brasileira mais gravada no mundo até hoje. Desligado do Itamarati, dedicou o resto de sua vida à música, ao cinema e a shows, tornando-se um dos mais populares compositores do Brasil.
Morreu no Rio de Janeiro, em 1980.
    Em sua obra, o poeta expressa, com intensa angústia, a constante oposição entre matéria e espírito, da qual resulta a sensação de pecado. A existência terrena configura-se para ele como o caos, o abismo. Procura no misticismo a solução para esse embate. Esta é a visão de mundo predominante em O caminho para a distância.
    Nesse contexto, o amor - pelo fato de vincular o homem ao mundo terreno - tem conotação negativa, de início. No livro seguinte, Forma e exegese, no entanto, o amor começa a assumir o papel de força que permitiria unir o material e o espiritual, sobretudo na figura da mulher idealizada. O poeta começa a desligar-se do plano místico e procura, na realidade do cotidiano, a saída para suas angústias.
    Em Ariana, a mulher - longo poema publicado como livro - e Novos poemas, despontam os primeiros sinais de sensualismo e erotismo que mais tarde caracterizarão sua obra.
Meu Deus, eu quero a mulher que passa.
seu dorso frio é campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
sete esperanças na boca fresca!

Oh! como és linda, mulher que passas
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!

Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pêlos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da ventania.
    Cinco elegias é a obra que marca a transição definitiva do misticismo para a realidade do dia-a-dia, nova fonte de inspiração de Vinícius. O mundo circundante oferece agora ao poeta não só a temática, mas a possibilidade de superação dos conflitos da primeira etapa de sua poesia. É o que se observa em Poemas, sonetos e baladas.
    A linguagem se modifica, tornando-se mais coloquial, direta, ao mesmo tempo, o poeta recupera a linguagem clássica nos sonetos, considerados em conjunto como a melhor parte de sua poesia.


Soneto de fidelidade


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.


E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

    Na trajetória de Vinícius, a linguagem grandiloquente dos primeiros poemas vai aos poucos cedendo lugar à expressão mais acessível, mais próxima do cotidiano, mais comunicativa. Adicione-se a isso a inclinação musical do poeta e o resultado é previsível: a música popular torna-se o veículo de comunicação privilegiado. Primeiro, a bossa-nova inicial com letras intimistas e de "fossa". Depois, os afro-sambas - resultantes da parceria com Baden Powell - recuperando raízes culturais do Brasil. Finalmente, as múltiplas parcerias e variedades de temas.

Serenata do adeus
(Letra e música de Vinícius de Moraes)


Ai, a lua que no céu surgiu
Não é a mesma que te viu
Nascer dos braços meus...
cai a noite sobre o nosso amor
E agora só restou do amor
Uma palavra: adeus...


Ai, vontade de ficar
Mas tendo de ir embora...
Ai, que amor é se ir morrendo
Pela vida afora
É refletir na lágrima
O momento breve
De uma estrela pura
cuja luz morreu...


Ò mulher, estrela a refulgir
Pane, mas antes de partir
Rasga o meu coração...
crava as garras no meu peito em dor
E esvai em sangue todo o amor
Toda a desilusão...


Ah, vontade de ficar
Mas tendo de ir embora...
Ai, que amar é se ir morrendo
Pela vida afora
É refletir na lágrima
O momento breve
De uma estrela pura
cuja luz morreu
Numa noite escura
Triste como eu...


Obra

Poesia: O caminho para a distância (1933); Forma e exegese (1935); Ariana, a mulher (1936); Novos poemas (1938); Cinco elegias (1943); Poemas, sonetos e baladas (1946); Livro de sonetos (1957); Novos poemas II (1959); O mergulhador (1965); A arca de Noé (1970).

Prosa: O amor dos homens (1960); Para viver um grande amor (1962) e Para uma menina com uma flor (1966) - crônicas.
Teatro: Orfeu da Conceição (1955); Pobre menina rica (1962) - em parceria com Carlos Lyra.



Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.


Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.


Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz perenizada.



Youtube: homenagem a Vinícius de Moraes Por Marly Gonçalves no Fado "Saudades do Brasil"
Fonte: http://youtu.be/t2MgIkUYHIQ 
Saiba mais!

Uso da vírgula





Fonte: http://youtu.be/JxJrS6augu0
Quanto ao emprego, a vírgula provoca muitas dúvidas, pois tem várias funções. 


O uso da vírgula no interior de orações: 


• Separar elementos que exercem a mesma função sintática. 
Ex: “Tivera pai, mãe, marido, dois filhos. Todos aos poucos tinham morrido.” (nesse exemplo a vírgula separa uma série de objetos diretos do verbo “ter”.) 
                                                         LISPECTOR, Clarice. A legião estrangeira. 


Quando elementos que têm mesma função sintática aparecem unidos pelas conjunçõese, nem e ou, não se usa vírgulas, a não ser que as conjunções apareçam repetidas: 
Ex: Tenho muito cuidado com meus livros e meus CD’s.
       Ou você, ou sua esposa deve comparecer à escola de seu filho. 


• Para indicar que uma palavra, geralmente verbo, foi suprimida. 
Ex: Patrícia, a todos os seus irmãos, deu um presente de Natal; ao marido, apenas um beijo. (A vírgula após “marido" está indicando a supressão do verbo “dar”.) 


• Isolar vocativo. 
Ex: - E agora, meu marido, aceito ou não o emprego? 


• Isolar aposto. 
Ex: Goiânia, capital de Goiás, é uma cidade que tem belas mulheres. 


• Isolar complemento verbal ou nominal antecipados. 
Ex: Um medo terrível, eu senti naquele momento. (inversão do objeto direto) 
De cobra, eu morro de medo! (inversão do complemento nominal) 


• Isolar adjunto adverbial antecipado. 
Ex: “Dizem muito que, no Brasil, os corruptos ficam soltos enquanto os ladrões de galinha vão para a cadeia.” 
                                               VERISSIMO, Luis Fernando. Novas comédias da vida 
                                                                             pública – A versão dos afogados.
 
   
• Isolar nome de lugar, quando se transcrevem datas. 
Ex: Goiânia, 21 de janeiro de 2001. 


• Isolar conjunções intercaladas. 
Ex: A ferida já foi tratada. É preciso, porém, cuidar para que não infeccione. 


• Intercalar expressões como “em suma”, “isto é”, “ou seja”, “vale dizer”, “a propósito”. 
Ex: Preciso dar uma maquiada no texto, ou seja, subentender algumas idéias. 




Uso da vírgula entre orações

A vírgula é usada para:
 


• Separar as orações coordenadas assindéticas e as sindéticas que não sejam introduzidas pela conjunção e: 
Ex: Cheguei, peguei o livro, voltei correndo para o curso. 
       Há aqueles que se esforçam muito, porém nunca são reconhecidos. 


É aconselhável usar a vírgula quando a conjunção e: 


- aparece repetida no período: 
Ex: Passaram aqui para perguntar, e questionar, e amolar, e comprometer. 


- aparece entre orações de sujeitos diferentes: 
Ex: O tempo estava nublado, e o piloto desistiu do vôo. 


- não tem sentido de adição: 
Ex: A senhora apertou a campainha, e ninguém veio atender. ( o e tem valor de conjunção adversativa) 


• Isolar orações intercaladas. 
Ex: E o ladrão, perguntei eu, foi condenado ou não? 


• Isolar orações adjetivas explicativas. 
Ex: As frutas, que estavam maduras, caíram no chão. 


• Isolar orações adverbiais. 
Ex: “Fiquei tão alegre com esta idéia, que ainda agora me treme a pena na mão.” 
                                                                                                      (Machado de Assis) 
• Isolar orações reduzidas. 
Ex: “Para serenar a roda, propus novo chope.” (Cyro dos Anjos)

COMO REDIGIR TÍTULOS

Existem três maneiras de redigir um título.

O Acordo Ortográfico 2009 permite usar maiúsculas ou minúsculas nos bibliônimos, isto é, nos nomes ou títulos de livros e obras impressas. Eis sua redação: Base XIX. “1º) A letra minúscula inicial é usada: (...) c) Nos bibliónimos/bibliônimos (após o primeiro elemento, que é com maiúscula, os demais vocábulos podem ser escritos com minúscula, salvo nos nomes próprios nele contidos, tudo em grifo): O Senhor do Paço de Ninães ou O senhor do paço de Ninães, Menino de engenho ou Menino de Engenho, Árvore e Tambor ou Árvore e tambor.”

O Acordo, entretanto, não menciona nada sobre as partículas (embora nos três exemplos elas estejam em minúscula) caso se prefira escrever o título com as iniciais maiúsculas.  Reza a lei ortográfica de 1943 que a inicial de cada palavra do título, à exceção das partículas monossilábicas, deve ser grafada com letra maiúscula.  Partícula, em gramática, é “palavra invariável que tem função gramatical, mas que não é facilmente classificada numa das partes do discurso” (dic. Aurélio). Nesse caso, escreve-se: Memórias de um Sargento de Milícias. E também, por exemplo:

Oração aos Moços

Poesia Completa de Cruz e Sousa

O Evangelho Segundo São João 

O problema é que há palavras invariáveis e combinações de partículas de mais de uma sílaba, como “contra, para, sobre, desde, acerca, pelo”. E até de mais sílabas: “durante, consoante, segundo, conforme”. E se as últimas três podem ser escritas em minúsculas, por que “de acordo com” não poderia? E ainda há o caso dos artigos: monossilábicos mas não invariáveis, são todavia considerados partículas. Desse modo, o livro de D. H. Lawrence “A Virgem e o Cigano” ficaria “A Virgem e O Cigano”, mas assim nunca se escreveu.

É evidente que há uma dificuldade prática no reconhecimento das partículas. Então, qual a solução quando não se sabe reconhecer o que é partícula, ou mesmo quando há muitas delas no título? A melhor opção é a segunda oferecida pelo Acordo Ortográfico 2009: escrever apenas a primeira letra inicial com maiúscula e as demais em minúsculas, a não ser que haja no título um nome próprio, o qual neste caso conserva sua inicial maiúscula. Exemplos:

Memórias de um sargento de milícias

Poesia completa de Cruz e Sousa

Como fazer uma pizza em dez minutos

Anotações e revelações sobre o novo Código Civil

Constituição do Estado de Santa Catarina

Discussões em torno dos direitos fundamentais no Brasil

A última opção seria escrever todo o título com maiúsculas ou caixa-alta:

MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS

A VIRGEM E O CIGANO

O EVANGELHO SEGUNDO SÃO JOÃO

Uma observação: tanto os títulos de livros e artigos quanto os de ensaios e dissertações (acadêmicas, de vestibular, de concurso, etc.) não devem apresentar o ponto final. Este até pode ser usado, mas apenas quando o título contém um verbo, ou seja, quando é uma oração. Tome-se como exemplo dessa exceção o título de uma redação de vestibular:

O homem contemporâneo não sabe lidar com a antiguidade.

O HOMEM CONTEMPORÂNEO NÃO SABE LIDAR COM A ANTIGUIDADE.

Fonte: http://www.linguabrasil.com.br/nao-tropece-detail.php?id=417

ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA/apostila

Apostila sobre acordo ortográfico
Clique abaixo:
Quando empregar “r” e “rr”? Quando empregar “x” e “ch”? Quando empregar “s”, “ss” e “c”? Estas são só algumas das dúvidas mais comuns de ortografia. Para quem possui dificuldades, separamos algumas apostilas em PDF sobre ortografia.
É só clicar, baixar e estudar!

Fonte: http://dicasdiariasdeportugues.com.br/apostilas-em-pdf-sobre-ortografia/#sthash.2WLY6zbf.jijVbR0w.dpu

A língua portuguesa está em constante movimento. A grafia das palavras segue uma convenção, a qual em alguns casos se altera no tempo e no espaço geográfico de uso. A mudança linguística é movida por duas forças distintas: uma procede da língua mesma, é inerente à sua lógica interna; a outra procede da comunidade linguística, das condições sócio-históricas em que é produzida.
Nesse sentido, a nova reforma ortográfica, fruto de acordo assinado em 1990 pelos países de língua portuguesa – Portugal, Moçambique, Guiné-Bissau, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Brasil –, tem por fim promover uma unificação do português escrito. O Brasil é o primeiro a implementar a reforma. Para os brasileiros, as mudanças se refletem, essencialmente, no uso do trema e do hífen e nas regras de acentuação.
Decreto nº 6.583, de 29.9.2008
Na coluna à esquerda estão expostas as regras do Acordo, a maioria ipsis litteris; à direita, em itálico, exemplos extraídos do Acordo, e em redondo, exemplos nossos.

1
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26letras, cada uma delas com uma forma minúscula e outra maiúscula:
a A (á)
b B (bê) etc.

2
As letras kw e y usam-se nos seguintes casos especiais:

a)  Em antropônimos (nomes de pessoas) e topônimos (nomes de lugares) originários de outras línguas ederivados
» Franklin, frankliniano; Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Wagner, wagneriano; Byron, byroniano; Taylor, taylorista; Kuwait, kuwaitiano; Malawi, malawiano.
b) Em siglas, símbolos e mesmo em palavras adotadas como unidades de medida de curso internacional:
» TWA, KLM; K-potássio, W - oeste (West); kg -quilograma, km - quilômetro, kW-kilowatt, yd-jarda (yard); Watt

3
Verbos em -iarligados a substantivos com as terminações átonas -ia ou -io, admitem variantes na conjugação:
negoceio ou negocio (cf. negócio); premeio ou premio (cf. prêmio); etc.
Outros: remediar (cf. remédio)- intermediar - agenciar - comerciar

4
Em algumas (poucas) palavras oxítonas terminadas em E tônico, geralmente provenientes do francês, esta vogal admite tanto o acento agudo como o acento circunflexo:
bebé ou bebê, bidé ou bidê, canapé oucanapê, caraté ou caratê, croché oucrochê, guiché ou guichê, matiné oumatinê, nené ou nenê, puré ou purê, rapé ou rapê 
balé ou balê
Também: cocó, judo e metro

5
Não se usa o acento agudo nos ditongos abertos "ei" e"oi" das palavras paroxítonas:
assembleia, boleia, estreia, europeia, ideia, Coreia, proteico
Obs.: Nas oxítonas e nos monossílabos tônicos o acento permanece: constrói, herói, dói, papéis, coronéis.
eu apoio, ele apoia, boia, heroico, introito, jiboia, paranoia


6
Não se usa acento circunflexo nas formas verbais paroxítonas que têm tônico oral fechado em hiato com terminação -em da 3ª pessoa do plural do presente do indicativo ou subjuntivo:
[principais verbos: dar, crer, ler, ver]

deem, creem, descreem, leem, releem, veem, interveem, preveem, desdeem (de desdenhar)

7
Não se usa o acento circunflexo nas palavras terminadas no hiato "oo":
substs.: enjoo, voo, zoo
verbos:<destoo, entoo, povoo
“Eu magoo, mas também perdoo.”

8
Não se usa o acento agudo nas paroxítonas com "i" e"u" tônicos quando precedidos de ditongo:
feiura - baiuca - boiuno
cheiinho - saiinha
Cp. seriíssimo, feiíssimo (proparoxítonas)

9
Os verbos arguir redarguir prescindem do acento agudo na vogal tônica grafada nas formas rizotônicas:
arguo, arguis, argui, arguem; argua, arguas, argua, arguam
Mas: ontem arguí um candidato. [mesma regra de “atraí, construí, influí”]

10
Os verbos aguar, apaniguar, apaziguar, apropinquar, averiguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir e afins, podem ser escritos de duas formas:
averiguo,averigua, averiguam; averigue; enxaguo, enxagua, enxaguam; enxague, enxague, enxaguem, etc.; delinquo, delinqui, delinquem;
» com a vogal u tônica, porém sem acento gráfico
OU:  averíguo, averíguas, averígua, averíguam; averígue, averígues, averígue, averíguem; enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxágue
» com as vogais ou radicais acentuadas fônica e graficamente

11
Acento diferencial
Assim, deixam de se distinguir pelo acento gráfico: para (á), flexão de parar, e para, preposição; pela(s) (é), substantivo e flexão de pelar, e pela(s), combinação de per e la(s); pelo (é), flexão de pelar, pelo(s) (é), substantivo ou combinação de per e lo(s); polo(s) (ó), substantivo, e polo(s), combinação antiga e popular de por e lo(s)
Não se usará mais acento em
parapelapolopelopera.
Continua em: pôr pôde
Facultativo: fôrma

12
O trema, sinal de diérese, é inteiramente suprimido em palavras portuguesas ou aportuguesadas. Conserva-se apenas em nomes próprios estrangeiros e seus derivados:
hübneriano, Hübner, mülleriano, Müller
Anhangüera [tupi, “diabo velho”]
Barigüi [tupi, “mosquito”]

13
Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio:
anos-luz, arco-íris, decreto-lei, médico-cirurgião, tio-avô, turma-piloto; amor-perfeito, guarda-noturno, mato-grossense, porto-alegrense, sul-africano; afro-asiático, azul-escuro, luso-brasileiro, primeiro-ministro, segunda-feira; conta-gotas,  guarda-chuva
Obs. 1: Certos compostos, em relação aos quais se perdeu, em certa medida, a noção de composição, grafam-se aglutinadamente:
girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista, etc.
Mas: para-brisa, para-choque, para-lama, para-raios, para-sol
Obs. 2: As palavras compostas que contêm formas de ligação, como preposições, perdem o hífen:
água de coco, café da manhã,  cor de mel, [o] dia a dia, [um] deus nos acuda, dona de casa, mão de obra, pé de moleque, pôr do sol.
Exceções: água-de-colônia, ao deus-dará, à queima-roupa, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia.

14
Emprega-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas (com ou sem formas de ligação):
couve-flor, erva-doce, feijão-verde; ervilha-de-cheiro, bem-me-quer, formiga-branca; andorinha-do-mar, andorinha-grande, cobra-d’água, bem-te-vi

15
Emprega-se o hífen nos compostos com bem malquando o segundo elemento começa por vogal ou h e entre eles há unidade sintagmática e semântica.                                                                        Quando o segundo elemento inicia por consoante, a regra geral é ocorrer a junção. No entanto, o advérbiobem, ao contrário de mal, pode não se aglutinar com o segundo elemento.              
bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado; mal-afortunado, mal-estar, mal-humorado; bem-criado (malcriado), bem-falante (malfalante), bem-mandado, bem-nascido (malnascido) , bem-soante(malsoante), bem-visto(malvisto).                                
Mas: benfazejo, benfeito, benfeitor, benquerença

16
Emprega-se o hífen nos compostos com os elementosalémaquémrecém sem:
além-Atlântico,  além-fronteiras; aquém-Pireneus; recém-casado, recém-nascido; sem-cerimônia, sem-número, sem-vergonha

17
Emprega-se o hífen com os prefixos hiper, inter,super quando combinados com elementos iniciados por R:  
hiper-requintado, inter-resistente, super-revista  hiper-raivoso, inter-regional, super-rico


Quanto a sub, mantêm-se as regras:



» hífen para separar as letras B do prefixo e da palavra-base:
sub-base, sub-bibliotecário, sub-bosque
» hífen antes de R:
sub-racial, sub-ramo, sub-regional, sub-reitor, sub-relator, sub-reptício, sub-rogar


» hífen quando o segundo elemento inicia por H(conforme item seguinte, ex. sub-hepático):
sub-hidroclorato, sub-hirsuto, sub-horizonte

Contudo, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa - VOLP 2009 trazsubumanidade e subumano além de sub-humanidade e sub-humano, não tendo exemplificado o uso com habitação(nem sub-habitação, nem subabitação).

18
Emprega-se o hífen nas formações com prefixo em que o segundo elemento começa por H:
anti-higiênico, extra-humano, pré-história, sub-hepático, super-homem, ultra-hiperbólico; geo-história, neo-helênico,  semi-hospitalar

19
Emprega-se o hífen nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento:
anti-ibérico, contra-almirante, infra-axilar, supra-auricular; arqui-irmandade, auto-observação, eletro-ótica, micro-onda, semi-interno 

micro-organismo ou microrganismo
O prefixo RE foge à regra, ou seja, mantém-se a grafia de dois “ee” juntos, sem hífen:
reeducar, reerguer, reelaborar, reestruturar

20
Não se usa hífen nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por R ou Sdevendo estas consoantesduplicar-se:
antirreligioso, antissemita, contrarregra, contrassenha, cosseno, extrarregular, infrassom, minissaia, biorritmo, hiossatélite eletrossiderurgia, microssistema

21
Emprega-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares:
a divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade, a ponte Rio-Niterói, o percurso Lisboa-Coimbra-Porto, a ligação Angola-Moçambique, o eixo Rio-São Paulo, a dicotomia teoria-prática

22
Nas formações com o prefixo co-este aglutina-se “em geral” com o segundo elemento mesmo quando iniciado por o:
coobrigação, coocupante, coordenar, cooperação, cooperar, etc.
Não mudaram: coabitar, coestaduano, coeternidade
Obs.: O VOLP 2009 traz coerdeiro. Já a Base XVI, 1º, a, do Acordo exemplifica o uso de hífen quando o segundo elemento inicia por com a palavra co-herdeiro.
Grafia atual (em alguns casos, causando problema de identificação): coautor, coacusado, coadquirir, coedição, coeducar, coemitente, coendossar, coerdar, cofator, cofiador, cogestão, copartícipe, corredator, corresponsável, corréu, corré, cossenhor, cosseno, cossignatário

Novas palavras no VOLP, entre outras: coaluno, coassociação, cointeresse, cossísmico

23
Emprega-se o hífen nas formações com os prefixoscircum- pan- quando o segundo elemento começa por vogalm, n, ou h:
circum-escolar, circum-murado, circum-navegação; pan-africano, pan-negritude
circum-hospitalar; pan-americano, pan-helênico, pan-ótico, pan-mítico, pan-naturalista. Mas: O Panóptico [livro] e um panótico/panóptico [por tradição]

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A letra minúscula inicial é usada:

a)   Ordinariamente, em todos os vocábulos da língua nos usos correntes.
segunda-feira etc.
b)   Nos nomes dos dias, meses, estações do ano.
janeiro, fevereiro, verão, outono etc.
c)   Nos usos de fulano, sicrano, beltrano.

d)   Nos pontos cardeais (mas não nas suas abreviaturas):
norte, sul (mas: SW sudoeste)

25
A letra maiúscula inicial é usada: nos antropônimos e topônimos; nomes de seres antropomorfizados ou mitológicos; nos nomes de instituições; nos nomes de festas e festividades; nos títulos de periódicos; nos pontos cardeais ou equivalentes quando empregados absolutamente; em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais ou nacionalmente reguladas com maiúsculas, iniciais ou mediais ou finais ou totalmente em maiúsculas:
João, Branca de Neve
Biguaçu
Netuno
Páscoa, Carnaval, Quarta-Feira de Cinzas
Diário Catarinense

Nordeste, por nordeste do Brasil, Norte,por norte de Portugal, Ocidente, por ocidente europeu, Oriente, por oriente asiático

ONU, NATO, H2O, Sr., V. Exª.

26
Uso facultativo das maiúsculas ou minúsculas:

a)  nos bibliônimos (nomes de livros) – afora a primeira inicial maiúscula;
a) Casos e ocasos raros no Brasil ou Casos e Ocasos Raros no Brasil
b)   em palavras usadas reverencialmente, formas de tratamento ou hagiônimos (nomes religiosos);
b) senhor doutor Joaquim da Silva, bacharel/ Bacharel Mário Silva, Vossa Senhoria ou vossa senhoria, papa ouPapa Bento XVI; santa ou Santa Inês
c)   nos nomes que designam domínios do saber, cursos e disciplinas;
c) aritmética/ Aritmética, ciências/Ciências
d)   em início de versos; em categorizações de logradouros públicos, templos e edifícios
d) rua ou Rua da Liberdade, largo ouLargo dos Leões, igreja ou Igreja do Bonfim, templo ou Templo do Apostolado, palácio ou Palácio da Cultura, edifício/ Edifício X

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divisão silábica em regra se faz pela soletração e por isso não se tem de atender aos elementos constitutivos dos vocábulos segundo a etimologia.
» a-ba-de, bru-ma, ca-­cho, ma-lha, ó-xi-do, ro-xo, te-me-se, bi-sa-vó, de-sa-pa-re-cer,  hi-­pe-ra-cús-ti-co, i-ná-bil, su-bo-cu-lar, su-pe-rá-ci-do; am-bi-ção, de-sen-ga-nar, en-xa-me,ca-dei-ra, flu-iu, cam-brai-a, tran-so-ce-a-no, vo-os, prê-mio/prê-mi-o
Exceções: (prefixos em b ou antes de L ou R): comoab- legação [ablegação], ad- ligar [adligar], sub- lunar[sublunar] – sub-rei-tor, sub-li-nhar ou su-bli-nhar
 ab-di-car, op-tar, sub-por, ab­-so-lu-to, ad-je-ti-vo, af-ta,  íp-si-lon, ob-vi-ar; des-cer, nas-cer, res-ci-são; ac-ne, ad-mi-ro, di-a-frag-ma, ét-ni-co, rit-mo, sub-me-ter, am-né-si:a; cor-ro-er; as-sei-o, bis-se-cu-lar; subs-cre-ver; co-or-de-nar

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Assinaturas e firmas, incluindo cidades

Para ressalva de direitos, cada qual poderá manter a escrita que, por costume ou registro legal, adote na assinatura do seu nome.
Arquiirmandade do Espírito Santo MacroEngenharia e Infra-Estrutura Ltda. Projetos e Idéias Ltda.
Com o mesmo fim, pode manter-se a grafia original de quaisquer firmas comerciais, nomes de sociedades, marcas e títulos que estejam inscritos em registro público. (Aqui se incluem os nomes das nossas cidades)
Cananéia - SP
Pompéia - SP
Bairro Lindóia (Curitiba-PR)
Lindóia do Sul - SC
Jóia - RS


Diferente é o caso de nomes de países e lugares que não são originais da língua portuguesa e sofreram tradução:
Coreia do Norte, Coreia do Sul, Eritreia e
Pompeia (Itália)


 Maria Tereza de Queiroz Piacentini, diretora do Instituto Euclides da Cunha e autora  dos livros: "Só Vírgula"; "Só Palavras Compostas"  e "Língua Brasil – Crase, Pronomes & Curiosidades"  
Saiba mais!
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ENCARTE DE CORREÇÕES E ADITAMENTOS À 5ª EDIÇÃO