quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Curiosidades sobre o carnaval

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                           Marchinhas de Carnaval
             Conheça algumas letras de  marchinhas carnavalesca no Brasil, tais como: 
  • ALLAH-LÁ-Ô
    Haroldo Lobo-Nássara, 1940

    Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô

    Mas que calor, ô ô ô ô ô ô
    Atravessamos o deserto do Saara
    O sol estava quente
    Queimou a nossa cara

    Viemos do Egito
    E muitas vezes
    Nós tivemos que rezar
    Allah! allah! allah, meu bom allah!
    Mande água pra ioiô
    Mande água pra iaiá
    Allah! meu bom allah
    CACHAÇA
    Mirabeau Pinheiro-Lúcio de Castro-Heber Lobato, 1953

    Você pensa que cachaça é água
    Cachaça não é água não
    Cachaça vem do alambique
    E água vem do ribeirão

    Pode me faltar tudo na vida
    Arroz feijão e pão
    Pode me faltar manteiga
    E tudo mais não faz falta não
    Pode me faltar o amor
    Há, há, há, há!
    Isto até acho graça
    Só não quero que me falte
    A danada da cachaça
    AURORA
    Mário Lago-Roberto Roberti, 1940

    Se você fosse sincera
    Ô ô ô ô Aurora
    Veja só que bom que era
    Ô ô ô ô Aurora

    Um lindo apartamento
    Com porteiro e elevador
    E ar refrigerado
    Para os dias de calor
    Madame antes do nome
    Você teria agora
    Ô ô ô ô Aurora
    CABELEIRA DO ZEZÉ
    João Roberto Kelly-Roberto Faissal, 1963

    Olha a cabeleira do zezé
    Será que ele é
    Será que ele é

    Será que ele é bossa nova
    Será que ele é maomé
    Parece que é transviado
    Mas isso eu não sei se ele é

    Corta o cabelo dele!
    Corta o cabelo dele!
    ABRE ALAS
    Chiquinha Gonzaga, 1899

    Ó abre alas que eu quero passar
    Ó abre alas que eu quero passar
    Eu sou da lira não posso negar
    Eu sou da lira não posso negar

    Ó abre alas que eu quero passar
    Ó abre alas que eu quero passar
    Rosa de ouro é que vai ganhar
    Rosa de ouro é que vai ganhar
    A JARDINEIRA
    Benedito Lacerda-Humberto Porto, 1938

    Ó jardineira porque estás tão triste
    Mas o que foi que te aconteceu
    Foi a camélia que caiu do galho
    Deu dois suspiros e depois morreu

    Vem jardineira vem meu amor
    Não fiques triste que este mundo é todo seu
    Tu és muito mais bonita
    Que a camélia que morreu
    Ô BALANCÊ
    Braguinha-Alberto Ribeiro, 1936

    Ô balancê balancê
    Quero dançar com você
    Entra na roda morena pra ver
    Ô balancê balancê

    Quando por mim você passa
    Fingindo que não me vê
    Meu coração quase se despedaça
    No balancê balancê

    Você foi minha cartilha
    Você foi meu ABC
    E por isso eu sou a maior maravilha
    No balancê balancê

    Eu levo a vida pensando
    Pensando só em você
    E o tempo passa e eu vou me acabando
    No balancê balancê
    LINDA MORENA
    Lamartine Babo, 1932

    Linda morena, morena
    Morena que me faz penar
    A lua cheia que tanto brilha
    Não brilha tanto quanto o teu olhar

    Tu és morena uma ótima pequena
    Não há branco que não perca até o juízo
    Onde tu passas
    Sai às vezes bofetão
    Toda gente faz questão
    Do teu sorriso

    Teu coração é uma espécie de pensão
    De pensão familiar à beira-mar
    Oh! Moreninha, não alugues tudo não
    Deixe ao menos o porão pra eu morar

    Por tua causa já se faz revolução
    Vai haver transformação na cor da lua
    Antigamente a mulata era a rainha
    Desta vez, ó moreninha, a taça é tua
    MAMÃE EU QUERO
    Jararaca-Vicente Paiva, 1936

    Mamãe eu quero, mamãe eu quero
    Mamãe eu quero mamar
    Dá a chupeta, dá a chupeta
    Dá a chupeta pro bebe não chorar

    Dorme filhinho do meu coração
    Pega a mamadeira e vem entrá pro meu cordão
    Eu tenho uma irmã que se chama Ana
    De piscar o olho já ficou sem a pestana

    Olho as pequenas mas daquele jeito
    Tenho muita pena não ser criança de peito
    Eu tenho uma irmã que é fenomenal
    Ela é da bossa e o marido é um boçal

    O TEU CABELO NÃO NEGA
    Lamartine Babo-Irmãos Valença, 1931

    O teu cabelo não nega mulata
    Porque és mulata na cor
    Mas como a cor não pega mulata
    Mulata eu quero o teu amor

    Tens um sabor bem do Brasil
    Tens a alma cor de anil
    Mulata mulatinha meu amor
    Fui nomeado teu tenente interventor

    Quem te inventou meu pancadão
    Teve uma consagração
    A lua te invejando faz careta
    Porque mulata tu não és deste planeta

    Quando meu bem vieste à terra
    Portugal declarou guerra
    A concorrência então foi colossal
    Vasco da gama contra o batalhão naval
    ME DÁ UM DINHEIRO AÍ
    Ivan Ferreira-Homero Ferreira-Glauco Ferreira, 1959

    Ei, você aí!
    Me dá um dinheiro aí!
    Me dá um dinheiro aí!

    Não vai dar?
    Não vai dar não?
    Você vai ver a grande confusão
    Que eu vou fazer bebendo até cair
    Me dá me dá me dá, ô!
    Me dá um dinheiro aí!
    SACA-ROLHA
    Zé da Zilda-Zilda do Zé-Waldir Machado, 1953)

    As águas vão rolar
    Garrafa cheia eu não quero ver sobrar
    Eu passo mão na saca saca saca rolha
    E bebo até me afogar
    Deixa as águas rolar

    Se a polícia por isso me prender
    Mas na última hora me soltar
    Eu pego o saca saca saca rolha
    Ninguém me agarra ninguém me agarra
    Fonte:  http://www.suapesquisa.com/carnaval/marchinhas_carnaval.htm

 Fonte: http://youtu.be/qAjj1YQhCAM

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