sábado, 10 de março de 2012

Déficit de atenção: professor pode ajudar

 Natalia Cuminale


(Getty Images) 
Normalmente, é no ambiente escolar que os problemas de atenção e hiperatividade começam a aparecer. Além de agitada, a criança não consegue tirar notas boas ou pode ter problemas para se relacionar com os amigos. Por isso, os médicos ressaltam a importância do professor nesse processo: ele pode levantar a hipótese da existência de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). "Muitas vezes, eles percebem os sinais antes mesmo dos pais. É importante ouvi-los", afirma Paulo Mattos, psiquiatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autor do livro No Mundo da Lua, sobre TDAH.
[...]

Acesse o link:

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/deficit-atencao-professor-pode-ajudar


Dicas para professores de disléxicos

A melhor abordagem perante uma aluno disléxico é a  multissensorial, ou seja, facilitar a aprendizagem utilizando todos os meios  disponíveis: visual, auditivo, oral, táctil e sinestésico. Esta abordagem permite que o aluno use  os seus pontos fortes para colmatar os mais fracos. Assim, algumas dicas que poderão ajudar o professor no contexto de sala de aula:
  • Interessar-se genuinamente pelo aluno disléxico e pelas suas dificuldades e especificidades e deixar que ele perceba esse interesse, para se sinta confortável para pedir ajuda;
  • Na  sala de aula, posicionar o aluno disléxico perto do professor, para receber ajuda facilmente;
  • Repetir as novas informações e verificar se foram compreendidas;
  • Dar o tempo suficiente para o trabalho ser organizado e concluído;
  • Ensinar métodos e práticas de estudo;
  • Encorajar as práticas da sequência de ver/observar, depois tapar, depois escrever e depois verificar, utilizando a memória;
  • Ensinar as regras ortográficas;
  • Utilizar mnemônicas;
  • Incentivar o uso do computador como ferramenta de  digitação de texto;
  • Incentivar o uso do correto ortográfico de um processamento de texto;
  • Permitir a apresentação de trabalhos de forma criativa, variada e diferente: gráficos, diagramas, processamento de texto, vídeo, áudio, etc.;
  •  Criar e enfatizar  rotina para ajudar o aluno disléxico adquirir um sentido de organização;
  • Elogiar, de forma verdadeira, o que aluno disléxico fizer ou disser bem,  dando-lhe a oportunidade de “brilhar”;
  • Incentivar a participação em trabalhos práticos;
  • Nunca partir do pressuposto que o aluno disléxico é preguiçoso ou descuidado;
  • Nunca fazer comparações com o resto da turma;
  • Não pedir ao aluno disléxico para ler em voz alta na sala de aula;
  • Não corrigir todos os seus erros (evitar o uso da cor vermelha, para não serem tão evidentes os seus erros);
  • Não insistir na reformulação, a menos que exista um propósito claro.

Como valorizar o disléxico na sala de aula

Existem várias formas de valorizar o disléxico sem ser apenas de forma acadêmica:
  • Ajuda dada aos colegas;
  • Demonstração de esforço (independentemente do sucesso);
  • Secretária e materiais organizados;
  • Simpatia para com colegas;
  • Vontade em participar;
  • Permanecer atento e calmo;
  • Boas maneiras / boa educação;
  • Dar o exemplo para outros;

Dicas de Leitura

Algumas dicas de leitura para ajudá-lo com o seu filho ou aluno disléxico, retiradas do livro “Nem sempre é o que parece” da Associação Brasileira de Dislexia:
  • Ler para os filhos alguma coisa que realmente o interesse;
  • Permitir o uso de marcadores para seguir a leitura
  • Gravar os textos para ajudá-lo
  • Usar canetas marca-texto para ressaltar os itens a serem lembrados
  • Depois de a criança ter lido um texto, peça-lhe para reler o título e explicá-lo
  • Solicite que observe as figuras e dê uma explicação
  • Reveja o vocabulário das palavras do texto
  • Leia as perguntas se houver, ou crie perguntas para testar sua interpretação
  • Leia os títulos dos capítulos e comente-os
  • Peça à criança para fazer um desenho a respeito do que foi lida
Para ajudar a criança na linguagem escrita:
  • Encontre um amigo que o ajude a tomar notas ou dividir as anotações
  • Permita o uso de um bloco de notas
  • Desenvolva um banco de palavras ou uma lista de palavras que ela erra constantemente
  • Verifique se há possibilidade de ele fazer as avaliações oralmente e não apenas provas escritas.
Essas são algumas medidas que irão ajudar a criança disléxica a lidar com suas dificuldades e deixá-la mais segura. Porém isso não significa que se possa dispensar um acompanhamento profissional especializado para a sua correta alfabetização.



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