É o conjunto
de normas que ensinam a fazer poemas belos e perfeitos segundo o conceito dos
antigos gregos. Para eles, beleza e perfeição são sinônimos de trabalhoso,
detalhado, complexo e tudo aquilo que segue a um modelo, a um conjunto de
normas. É, assim, a técnica ou a arte de fazer versos.
Verso é cada linha de um poema. Ocorre em sílabas longas
ou breves (versos métricos), de acordo com o número de sílabas versos silábicos
ou versos rítmicos.
“{Quem é esse viajante }1º VERSO
Quem é esse menestrel }2º VERSO
Que espalha esperança }3º VERSO
E transforma sal em mel?”}4º VERSO
Quem é esse menestrel }2º VERSO
Que espalha esperança }3º VERSO
E transforma sal em mel?”}4º VERSO
(Milton Nascimento)
Escandir
ou fazer a escansão dos versos é indicar suas sílabas métricas e seus
acentos.
1) Observe as sílabas tônicas predominantes do
verso – 3ª e
7ª - e as elisões que aparecem.
1
|
2
|
3
|
4
|
5
|
6
|
7
|
8
|
Em
|
cis
|
mar
|
so
|
zi
|
nho a
|
noi
|
te
|
Mais
|
pra
|
zer
|
en
|
con
|
tro eu
|
lá
|
|
Mi
|
nha
|
ter
|
ra
|
tem
|
pal
|
mei
|
ras
|
On
|
de
|
can
|
ta o
|
sa
|
bi
|
á
|
2)
Quando duas ou mais vogais se encontram no fim de uma palavra e começo de
outra, e podem ser pronunciadas simultaneamente, unem-se numa só sílaba
métrica. Quando essas vogais são
diferentes, o processo chama-se elisão
e quando são vogais idênticas, crase.
Ex: E|la+es|ta|va|só (Elisão)
e fo|ge+e|gri|ta (Crase)
1
2 3 4
5 1
2 3
A classificação do verso quanto ao número de
sílabas:
- Monossílabo – versos com uma sílaba.
- Dissílabos – versos com 2 (duas) sílabas.
- Trissílabos – versos com 3 (três) sílabas.
- Tetrassílabos – versos com 4 (quatro) sílabas.
- Pentassílabos – versos com 5 (cinco) sílabas ou chamado de redondilha menor.
- Hexassílabos – versos com 6 (seis) sílabas.
- Heptassílabos – versos de 7 (sete) sílabas ou chamado de redondilha maior.
- Octossílabos – versos com 8 (oito) sílabas.
- Decassílabos – versos com 10 (dez) sílabas.
--Hendecassílabos – versos com 11 (onze) sílabas.
- Dodecassílabos – versos com 12 (doze) sílabas ou chamado de alexandrino.
- Verso bárbaro – versos com mais de 12 (doze) sílabas.
- Dissílabos – versos com 2 (duas) sílabas.
- Trissílabos – versos com 3 (três) sílabas.
- Tetrassílabos – versos com 4 (quatro) sílabas.
- Pentassílabos – versos com 5 (cinco) sílabas ou chamado de redondilha menor.
- Hexassílabos – versos com 6 (seis) sílabas.
- Heptassílabos – versos de 7 (sete) sílabas ou chamado de redondilha maior.
- Octossílabos – versos com 8 (oito) sílabas.
- Decassílabos – versos com 10 (dez) sílabas.
--Hendecassílabos – versos com 11 (onze) sílabas.
- Dodecassílabos – versos com 12 (doze) sílabas ou chamado de alexandrino.
- Verso bárbaro – versos com mais de 12 (doze) sílabas.
Estrofe é o conjunto de vários versos.
Classificam-se em:
- Monóstico – só um único verso.
- Dístico – dois versos.
- Terceto – três versos.
- Quadra – quatro versos.
- Quintilha – cinco versos.
- Sextilha – seis versos.
- Septilha – sete versos.
- Oitava – oito versos.
- Nona – nove versos.
- Décima – dez versos.
- Dístico – dois versos.
- Terceto – três versos.
- Quadra – quatro versos.
- Quintilha – cinco versos.
- Sextilha – seis versos.
- Septilha – sete versos.
- Oitava – oito versos.
- Nona – nove versos.
- Décima – dez versos.
Rima
é a sucessão de sons fortes ou fracos repetidos com intervalos regulares ou
variados. Pode ser avaliada quanto ao valor e combinações.
Classificação
quanto à rima de valor:
- Toante – repetição de sons vocálicos.
- Aliterante – repetição de sons consonantais.
- Consoante – repetição de todas as letras e sons.
- Aguda – rimas de palavras oxítonas.
- Esdrúxula – rimas de palavras paroxítonas.
- Ricas – rimas de palavras raras.
- Pobres – rimas de palavras comuns.
- Aliterante – repetição de sons consonantais.
- Consoante – repetição de todas as letras e sons.
- Aguda – rimas de palavras oxítonas.
- Esdrúxula – rimas de palavras paroxítonas.
- Ricas – rimas de palavras raras.
- Pobres – rimas de palavras comuns.
Classificação
quanto à rima de combinações:
- Emparelhada – ocorrem de duas em duas (AABB)
- Alternadas – ocorrem de forma alternada (ABAB)
- Interpoladas – ocorrem de forma opostas (ABBA)
- Mistas – tudo embaralhado (ABACDCD)
- Alternadas – ocorrem de forma alternada (ABAB)
- Interpoladas – ocorrem de forma opostas (ABBA)
- Mistas – tudo embaralhado (ABACDCD)
Outras
dicas com exemplos:
a) emparelhadas ou paralelas (aabb) b) cruzadas ou alternadas (abab)
“Vagueio
campos noturnos a “Se o casamento durasse a
Muros soturnos a Semanas, meses fatais b
Paredes de solidão b Talvez eu me balançasse a
Sufocam minha canção.” b Mas toda a vida... é demais! “ b
(Ferreira Gullar)
( Afonso Celso)
c) opostas, intercaladas ou interpoladas (abba)
“Não
sei quem seja o autor a
Desta sentença de peso b
O beijo é um fósforo aceso b
Na palha seca do amor!” a (B. Tigre)
d) continuadas: consiste na
mesma rima por todo o poema.
e) misturadas: são as
rimas que não seguem esquematização regular.
f) VERSOS BRANCOS: são
os do poema sem rima.
Fazem
parte do estudo do som ou rimas as FIGURAS DE HARMONIA OU DE EFEITO SONORO:
aliteração, assonância, onomatopéia, paronomásia, parequema e o eco ou rima
coroada.
Referências
http://rosabe.sites.uol.com.br/versificacao1.htm
Tipos de poemas
Acalanto - sua origem perde-se no tempo. É
um canto popular, singelo, em geral onomatopaico, destinado a embalar o sono
das crianças. É cultivado em todas as partes do mundo. Veja o exemplo:
Acalanto, de Dorival Caymmi
É tão tarde
A manhã já vem,
Todos dormem
A noite também,
Só eu velo
Por você, meu bem
Dorme anjo
O boi pega Neném;
Lá no céu
Deixam de cantar,
Os anjinhos
Foram se deitar,
Mamãezinha
Precisa descansar
Dorme, anjo
Papai vai lhe ninar:
"Boi, boi, boi,
Boi da cara preta
Pega essa menina
A manhã já vem,
Todos dormem
A noite também,
Só eu velo
Por você, meu bem
Dorme anjo
O boi pega Neném;
Lá no céu
Deixam de cantar,
Os anjinhos
Foram se deitar,
Mamãezinha
Precisa descansar
Dorme, anjo
Papai vai lhe ninar:
"Boi, boi, boi,
Boi da cara preta
Pega essa menina
Que tem medo de careta". (2X)
Acróstico -
espécie de mensagem cifrada, oculta no poema, o acróstico se revela pela
leitura, na vertical, das letras iniciais (ou mediais) do poema. Vem de tempos
remotos; é encontrado na literatura greco-romana, medieval, renascentista,
barroca e chegou aos nossos dias.
Acróstico, de
Roberto Carlos
M ais que a minha própria vidaA lém do que eu sonhei pra mimR aio de luzI nspiraçãoA mor você é assimR ima dos versos que eu cantoI menso amor que eu falo tantoT udo pra mimA mo você assim
M eu coraçãoE ternamenteU m dia eu te entreguei
A mo você M ais do que tudo eu seiO solR aiou pra mim quando eu te encontrei
M eu coraçãoE ternamenteU m dia eu te entreguei
A mo você M ais do que tudo eu seiO solR aiou pra mim quando eu te encontrei
Balada - composto
por três oitavas ou três décimas, que têm as mesmas rimas, seguidas de uma
quadra ou quintilha. Sua origem é remota, são cantos medievais italianos,
breves, narrativos ou líricos cuja matéria era retirada das lendas populares,
anônimas e simples, que contavam eventos trágicos ou cômicos. Essencialmente
populares, e transmitidas oralmente, as baladas apresentavam peculiaridades
específicas em cada país.
Significado de Balada
s.f. Na Idade Média, poema lírico de origem coreográfica, primeiro cantado, depois destinado somente à recitação.
A partir do séc. XVI, poema de forma fixa, composto de três estrofes seguidas de um refrão de meia estrofe.
Desde o final do séc. XVIII, pequeno poema narrativo formado de três oitavas e uma quadra chamada "oferenda" ou "ofertório": Baladas românticas (Olavo Bilac).
Música Na origem, canção para dançar.
Peça instrumental ou vocal de forma livre, muito empregada pelos românticos: baladas de Schubert, de Chopin.
A partir do séc. XVI, poema de forma fixa, composto de três estrofes seguidas de um refrão de meia estrofe.
Desde o final do séc. XVIII, pequeno poema narrativo formado de três oitavas e uma quadra chamada "oferenda" ou "ofertório": Baladas românticas (Olavo Bilac).
Música Na origem, canção para dançar.
Peça instrumental ou vocal de forma livre, muito empregada pelos românticos: baladas de Schubert, de Chopin.
F. Schubert - Serenade
Baladas Românticas - Verde...
Olavo Bilac, in "Poesias"
Como era verde este caminho!
Que calmo o céu! que verde o mar!
E, entre festões, de ninho em ninho,
A Primavera a gorjear!...
Inda me exalta, como um vinho,
Esta fatal recordação!
Secou a flor, ficou o espinho...
Como me pesa a solidão!
Órfão de amor e de carinho,
Órfão da luz do teu olhar,
- Verde também, verde-marinho,
Que eu nunca mais hei de olvidar!
Sob a camisa, alva de linho,
Te palpitava o coração...
Ai! coração! peno e definho,
Longe de ti, na solidão!
Oh! tu, mais branca do que o arminho,
Mais pálida do que o luar!
- Da sepultura me avizinho,
Sempre que volto a este lugar...
E digo a cada passarinho:
"Não cantes mais! que essa canção
Vem me lembrar que estou sozinho,
No exílio desta solidão!"
No teu jardim, que desalinho!
Que falta faz a tua mão!
Como inda é verde este caminho...
Mas como o afeia a solidão!
Fonte: http://www.citador.pt/poemas/baladas-romanticas-verde-olavo-bilac
Que calmo o céu! que verde o mar!
E, entre festões, de ninho em ninho,
A Primavera a gorjear!...
Inda me exalta, como um vinho,
Esta fatal recordação!
Secou a flor, ficou o espinho...
Como me pesa a solidão!
Órfão de amor e de carinho,
Órfão da luz do teu olhar,
- Verde também, verde-marinho,
Que eu nunca mais hei de olvidar!
Sob a camisa, alva de linho,
Te palpitava o coração...
Ai! coração! peno e definho,
Longe de ti, na solidão!
Oh! tu, mais branca do que o arminho,
Mais pálida do que o luar!
- Da sepultura me avizinho,
Sempre que volto a este lugar...
E digo a cada passarinho:
"Não cantes mais! que essa canção
Vem me lembrar que estou sozinho,
No exílio desta solidão!"
No teu jardim, que desalinho!
Que falta faz a tua mão!
Como inda é verde este caminho...
Mas como o afeia a solidão!
Fonte: http://www.citador.pt/poemas/baladas-romanticas-verde-olavo-bilac
Canção - a canção
clássica (italiana ou petrarquiana) é sempre um canto de amor e de saudade.
Normalmente, principia pela descrição do cenário onde o poeta evoca a amada;
segue-se a lembrança do amor quando nasceu, cresceu e ausentou-se, mas continua
a alimentar a vida no poeta. Mesmo quando canta desventuras da vida, a lembrança
da mulher amada surge para amenizar a dor e a solidão. Sua estrutura estrófica
é bastante variável, bem como o sistema de rimas.
Elegia - poema de
lamento pela morte de alguém amado. Tem sido cultivada desde a Antiguidade
greco-romana e chegou ao Romantismo. Caracteriza-se pela composição longa de
versos que expressam estados de espírito de tristeza ou dor.
Haicai - poema de
origem japonesa, composto por três versos, sendo o primeiro e o último
pentassílabos e o segundo heptassílabo. Originalmente, não possui rima; no
Brasil, vem sendo retomado de maneira rimada.
Idílio, Égloga - etimologicamente, idílio é uma
pequena ode. O grego Teócrito foi seu primeiro cultor e, como seu assunto era
pastoril, a palavra "idílio" passou a caracterizar "poesia
pastoril". Mais tarde, o romano Vergílio chamou de égloga ou bucólica a
sua poesia pastoril. Daí a difusão dos três termos como sinônimos, no
Renascimento e no Arcadismo. Idílio e Égloga nunca tiveram estruturas formais
fixas; identificam-se pelo conteúdo: cantam os encantos da vida bucólica. O
Idílio com o predomínio da ternura e sentimentalidade; a Égloga com maior visão
filosófica da realidade.
Rondó - formado de três estrofes: uma quintilha, um terceto e outra quintilha, com estribilho constante.
Rondó - formado de três estrofes: uma quintilha, um terceto e outra quintilha, com estribilho constante.
Sextina -
composição de seis sextilhas, um terceto e apresenta versos decassílabos.
Soneto - poema
composto de 14 versos, sendo dois quartetos e dois tercetos. Apresenta,
geralmente, versos decassílabos ou alexandrinos. Foi criado no século XIII, na Itália,
e levado a sua máxima perfeição por Dante e Petrarca. Através dos tempos tem
sido o mais cultivado dos poemas de forma fixa.
Trova ou Quadrinha - poema popular de quatro versos e
de métrica e rima variável. Geralmente encerra um pensamento ou uma
"filosofia" insólita.
Vilancete -
composto por um terceto e duas oitavas.
Adaptação da fonte: http://www.tcl-uepb.blogger.com.br/
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Olá pessoal!
Agradeço seu comentário.
Volte sempre! Geisa
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.