#LUTO pela #Educação do PR: Como não se manifestar diante de tanta
injustiça contra os professores? Lutamos pela nossa Previdência, que também é
de todos os servidores públicos do Estado, e nos orgulhamos por não desistir em
meio às adversidades. Os Deputados aprovaram o Projeto de Lei 252/2015, votaram
contra professores e funcionários públicos, no entanto, fomos à #LUTA! Aos colegas massacrados pela PM na manifestação em
frente à Assembleia Legislativa ontem (29/04), nosso respeito e solidariedade.
Obrigada, #Professores
#luto#pela#educação
Massacre e opressão - 29/04
Vivenciei e presenciei junto com meus colegas um dia de massacre e opressão provocados por quem se acha no "PODER". Lá naquela amplo espaço público, em frente a ALEP, estávamos sem armas apenas gritos de argumentos em prol de nossos direitos garantidos e de forma pacífica, mas sem proteção de qualquer espécie humana. Mas, Deus marcou sua presença conosco, pois nos avisou antecipadamente através de um chuvisqueiro de bênçãos para nos incentivar a procurar um abrigo. Minutos depois, um caos de violência se instalou na multidão. Em poucos instantes, sentimos nossos olhos ardentes provocados pela fumaça e pimenta jogadas por quem deveria nos proteger e, ao mesmo tempo, acurralados atrás dos carros e grades que cercavam um determinado prédio porquê tínhamos que ter precaução e/ou medo de sair em outra direção. Enfim, não tivemos outra alternativa, por isso corremos em busca de proteção cuidando uns dos outros e encontrando pelo caminho pessoas caídas, as quais sendo socorridas por outros companheiros. Nossa proteção foi o vinagre e o cuidado com nossos semelhantes.
Foram cenas de terror e opressão, mas também, por outro lado, também uma demonstração de liberdade de expressão e um grito por socorro para uma sociedade alienada.
D.M.Z-12 ANOS
Agora os professores, mais uma vez, apanharam literalmente... Foram mordidos por cães, feridos por bombas de borracha e tratados como marginais. Apanharam do poder público, do poder uniformizado amparado pelo Estado.
Quando
se fere um professor
É de certo que professor
nesse país sempre apanhou. Apanha pela falta de reconhecimento, apanha pelo
salário indigno, apanha pela luta histórica por um sistema educacional que o
tenha como umas das peças fundamentais da construção de uma educação de qualidade,
apanha pela rotina de trabalho, apanha pela desmotivação dos alunos, apanha
pelo sistema educacional defasado, com seus critérios retrógrados de avaliação,
apanha pela obrigatoriedade de cumprir um programa pedagógico que não condiz
com o que ele acredita, nem condiz com a realidade do aluno, servindo de
ferramenta para a sua vida prática. Apanha consequentemente pelo simples fato
de ter abraçado essa profissão.
Agora os professores, mais uma vez, apanharam literalmente... Foram mordidos por cães, feridos por bombas de borracha e tratados como marginais. Apanharam do poder público, do poder uniformizado amparado pelo Estado.
Um país que bate em
professor diz muito da importância com que trata a educação. Diz muito da
valoração de um mestre, responsável, inclusive, pela formação dos filhos
daqueles que os espancaram em via pública, e dos filhos daqueles que legitimam
essa ação. Segundo a polícia, alguns professores estavam armados, por isso o
motivo do confronto. Mas sabemos que a arma do professor, aquela da qual o
Estado teme, é outra. É a arma que prepara cidadãos e os torna livres do voto
de cabresto, os torna livres da manipulação, lhe possibilita uma condição mais
digna de cidadão e o torna um ser mais pensante e ativo, como desejam os professores
de fato comprometidos com o seu ofício.
Quando se tortura um
professor, não está se torturando apenas um corpo físico. Tortura-se o corpo
simbólico. Tortura-se o conhecimento, tortura-se a já desacreditada educação. A
tortura não espanca apenas o ser, tortura a esperança na renovação de uma das
mais dignas e significantes profissões para a formação de um povo. Quando se
bate em um professor, bate-se também no aluno, que já não será tão bem mais
iluminado por essa chama, que depende da autoestima do seu mestre. Um Estado
que espanca um professor provoca uma sangria em toda uma comunidade: sangra a
escola, sangram os alunos, sangra o saber, sangra a esperança, destrói o
simbólico, nos desampara da crença em um país que não se modificará, porque
ferida estará a alma dos seus mestres, iluminadores de tantas outras almas.
Professores são faróis, centelhas de um povo que vive na escuridão do atraso
social e político, de um Estado que fecha as portas da esperança de um povo,
que precisa com urgência atravessar esse túnel obscuro, o da falta de
conhecimento. Quando um professor sangra, a vida sangra junto com ele.
(Autor
desconhecido)





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