PAISAGEM

ORAÇÃO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

OH! JESUS MEU ETERNO PAI DO CÉU, DOCE CORAÇÃO DE JESUS, SOIS O ME REFÚGIO, MEU GUIA, MINHA LUZ QUE ILUMINA TODO MEU CAMINHO, ME PROTEJA, ME AJUDE, ME DÊ ÂNIMO, CORAGEM E MUITA CONFIANÇA. FIQUE SEMPRE COMIGO. DAI-ME UMA PAZ QUE BROTA DO MEU CORAÇÃO. DAI-ME A GRAÇA DE CONSEGUIR FAZER ALGO PARA VOS AGRADAR. DAI-ME FORÇA, A DECISÃO E CORAGEM. ENVIE TEU ESPÍRITO SANTO E TUDO SERÁ CRIADO. NÃO DEIXE TARDAR EM VOS AGRADECER. ILUMINE MINHA MENTE QUE DEVO FAZER. AJUDE QUE EU NÃO ME ESQUEÇA DE VOS AGRADECER. JESUS FIQUE SEMPRE COMIGO. DOCE CORAÇÃO DE MARIA, RAINHA DO CÉU E DA TERRA. SEJA NOSSA SALVAÇÃO. AMÉM

Observação: Esta oração foi escrita por minha mãe em seus últimos dias de vida /1993. Saudades!

sábado, 4 de janeiro de 2014

O Tempo e o Vento [Trailer Oficial] [HD]

                                                             Fonte: http://youtu.be/K_z1uhHdkgE                                           
Ficha Técnica:
O Tempo e o Vento.
Direção: Jayme Monjardim.
Roteiro: Letícia Wierzchowski, Marcelo Ruas, Tabajara Ruas.
Duração: 127 min.
País: Brasil.
Ano: 2013.
Elenco: Fernanda Montenegro, Thiago Lacerda, Cléo Pires, Suzana Pires, Marjorie Estiano, Luiz Carlos Vasconcelos, Cesar Trancoso, José de Abreu, Paulo Goulart, Leonardo de Medeiros, Marat Descartes.

Por Celo Silva.

Adaptar a trilogia O Tempo e o Vento, do renomado escritor gaúcho Érico Veríssimo, para cinema, parece mesmo um desses trabalhos impossíveis, dada a quantidade de personagens, linhas narrativas e riqueza dos detalhes. Não à toa, segundo o próprio Jayme Monjardim, diretor do filme aqui em questão, um dos primeiros tratamentos do roteiro geraria um longa-metragem de cinco horas. Nessa de procurar o melhor caminho para O Tempo e o Vento - o roteiro teve cerca de vinte e sete versões -, o diretor decidiu fazer um trabalho livremente inspirado no material original. Assim, o épico da família Terra-Cambará ganha a visão pelos olhos de uma Bibiana (Fernanda Montenegro) aos oitenta anos. Mas o que poderia ser uma escolha interessante, acaba se revelando deveras falho, principalmente pela falta de arrojo e ousadia de Monjardim.
A primeira sequência de O Tempo e o Vento se posiciona no cerco proposto pela família Amaral à propriedade dos Terra-Cambará. Inimigos a décadas, a rivalidade entre as famílias começou quando o Capitão Rodrigo (Thiago Lacerda) desposou uma jovem Bibiana (Marjorie Estiano), assim frustrando os planos de casamento do filho do Coronel Ricardo Amaral Neto (Paulo Goulart). Nesse mesmo primeiro momento, acompanhamos o que parece ser o espírito do já finado Capitão Rodrigo vir ao encontro da senil e enferma Bibiana. Revestido de sentimentos sinceros, nesse reencontro entre amantes de outrora, rendem os melhores momentos do filme. Conforme o casal vai conversando, fatos marcantes do passado vão vindo à tona, desde a época da avó de Bibiana, Ana Terra (Cléo Pires, na fase jovem).
Essa volta no tempo, emoldurada em um fotografia que remete aos clássicos do cinema norte-americano, procura remontar a história da família Terra desde quando Ana Terra se apaixonou por um mestiço de índio. No entanto, Monjardim conduz tais recortes temporais da forma mais corriqueira possível. Nada parece muito sincero, além das atuações anti-naturais. Nem de longe Cléo Pires parece ter bagagem para interpretar uma personagem tão intensa e forte como Ana Terra. Depois desse flashback inicial, a narrativa nos leva para a cidade recém-fundada pelo Coronel Amaral (José de Abreu). Lá, Ana Terra vai criar seu único filho e se tornar em uma especie de figura mítica, fazendo a maioria dos partos das mulheres locais. Enquanto isso, as guerras que circundam a região são tratadas como meras lembranças entre os personagens. Uma falha terrível do roteiro.
Buscando repetir o que fez na mini-serie para TV A Casa das Sete Mulheres, o diretor Jayme Monjardim procura atribuir força à O Tempo e o Vento pelas ações das personagens femininas. Entretanto, elas mesmo acabam por serem relegadas à segunda plano em uma trama excessivamente episódica. A Ana Terra de uma lânguida Cléo Pires é representada como menina sem prumo, rebelde, enquanto sua versão mais velha, interpretada por Suzana Pires, se resume a aparecer cortando o cordão umbilical dos recém nascidos. A Bibiana de Marjorie Estiano sequer consegue se impor, com poucas falas e amplamente diminuída pela força do Capitão Rodrigo de um inspirado Thiago Lacerda. Dessa proposta de identificar a audiência com a firmeza do elenco feminino, somente se sobressai com eficiência a Bibiana de Fernanda Montenegro, essa sim em uma atuação digna.
Experiente em novelas como Pantanal e Roque Santeiro, se receava que Jayme Monjardim trouxesse uma narrativa tanto novelesca. O diretor até procura criar uma estética visual cinematográfica, com alguns planos-sequências e infindáveis enquadramentos de por-do-sol, buscando passar a sensação épica da história. Mas todo esse aparato estético soa muito mais como referências vazias ao já citado cinema ianque dos anos 40 e 50. E o Vento Levou (1939) talvez seja uma das maiores inspirações para O Tempo e o Vento. Quanto a trama, infelizmente, não se consegue obliterar considerações usadas em trabalhos feitos para TV. O amplo destaque dado aos relacionamentos - todos vistos com olhar melodramático, prontos para emocionar incautos - em detrimento ao fator social da época confirma que o forte de Monjardim não é uma dramaturgia apegada a importância histórica. A direção de arte asséptica também é sintomática quanto à essa última afirmação.

Entre mais baixos do que altos, O Tempo e o Vento é o tipo de produção que ornamenta uma história melancólica e dura de uma maneira a se tornar encantadora. É quando um momento historicamente notável, escrito por um autor talentoso como Érico Veríssimo, é colocado de lado em busca da comoção simplória da audiência por uma trama de amor nem sempre eficiente.

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