PAISAGEM

ORAÇÃO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

OH! JESUS MEU ETERNO PAI DO CÉU, DOCE CORAÇÃO DE JESUS, SOIS O ME REFÚGIO, MEU GUIA, MINHA LUZ QUE ILUMINA TODO MEU CAMINHO, ME PROTEJA, ME AJUDE, ME DÊ ÂNIMO, CORAGEM E MUITA CONFIANÇA. FIQUE SEMPRE COMIGO. DAI-ME UMA PAZ QUE BROTA DO MEU CORAÇÃO. DAI-ME A GRAÇA DE CONSEGUIR FAZER ALGO PARA VOS AGRADAR. DAI-ME FORÇA, A DECISÃO E CORAGEM. ENVIE TEU ESPÍRITO SANTO E TUDO SERÁ CRIADO. NÃO DEIXE TARDAR EM VOS AGRADECER. ILUMINE MINHA MENTE QUE DEVO FAZER. AJUDE QUE EU NÃO ME ESQUEÇA DE VOS AGRADECER. JESUS FIQUE SEMPRE COMIGO. DOCE CORAÇÃO DE MARIA, RAINHA DO CÉU E DA TERRA. SEJA NOSSA SALVAÇÃO. AMÉM

Observação: Esta oração foi escrita por minha mãe em seus últimos dias de vida /1993. Saudades!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Versificação e tipos de poemas


É o conjunto de normas que ensinam a fazer poemas belos e perfeitos segundo o conceito dos antigos gregos. Para eles, beleza e perfeição são sinônimos de trabalhoso, detalhado, complexo e tudo aquilo que segue a um modelo, a um conjunto de normas. É, assim, a técnica ou a arte de fazer versos.

Verso é cada linha de um poema. Ocorre em sílabas longas ou breves (versos métricos), de acordo com o número de sílabas versos silábicos ou versos rítmicos.
“{Quem é esse viajante  }1º VERSO
Quem é esse menestrel   }2º VERSO
Que espalha esperança   }3º VERSO
E transforma sal em mel?”}4º VERSO
(Milton Nascimento)

Escandir ou fazer a escansão dos versos é indicar suas sílabas métricas e seus acentos.

1) Observe as sílabas tônicas predominantes do verso – 3ª e 7ª - e as elisões que aparecem.
1
2
3
4
5
6
7
8
Em
cis
mar
so
zi
nho a
noi
te
Mais
pra
zer
en
con
tro eu

Mi
nha
ter
ra
tem
pal
mei
ras
On
de
can
ta o
sa
bi
á


2) Quando duas ou mais vogais se encontram no fim de uma palavra e começo de outra, e podem ser pronunciadas simultaneamente, unem-se numa só sílaba métrica.  Quando essas vogais são diferentes, o processo chama-se elisão e quando são vogais idênticas, crase.
 
Ex:  E|la+es|ta|va|só  (Elisão)    e     fo|ge+e|gri|ta     (Crase)
        1     2       3   4     5                             1         2       3  

A classificação do verso quanto ao número de sílabas:
- Monossílabo – versos com uma sílaba.
- Dissílabos – versos com 2 (duas) sílabas.
- Trissílabos – versos com 3 (três) sílabas.
- Tetrassílabos – versos com 4 (quatro) sílabas.
- Pentassílabos – versos com 5 (cinco) sílabas ou chamado de redondilha menor.
-  Hexassílabos – versos com 6 (seis) sílabas.
- Heptassílabos – versos de 7 (sete) sílabas ou chamado de redondilha maior.
- Octossílabos – versos com 8 (oito) sílabas.
- Decassílabos – versos com 10 (dez) sílabas.
--Hendecassílabos – versos com 11 (onze) sílabas.
- Dodecassílabos – versos com 12 (doze) sílabas ou chamado de alexandrino.
- Verso bárbaro – versos com mais de 12 (doze) sílabas.

 Estrofe é o conjunto de vários versos.
Classificam-se em:
- Monóstico – só um único verso.
- Dístico – dois versos.
- Terceto – três versos.
- Quadra – quatro versos.
- Quintilha – cinco versos.
- Sextilha – seis versos.
- Septilha – sete versos.
- Oitava – oito versos.
- Nona – nove versos.
- Décima – dez versos.

Rima é a sucessão de sons fortes ou fracos repetidos com intervalos regulares ou variados. Pode ser avaliada quanto ao valor e combinações.

Classificação quanto à rima de valor:
- Toante – repetição de sons vocálicos.
- Aliterante – repetição de sons consonantais.
- Consoante – repetição de todas as letras e sons.
- Aguda – rimas de palavras oxítonas.
- Esdrúxula – rimas de palavras paroxítonas.
- Ricas – rimas de palavras raras.
- Pobres – rimas de palavras comuns.

Classificação quanto à rima de combinações:
- Emparelhada – ocorrem de duas em duas (AABB)
- Alternadas – ocorrem de forma alternada (ABAB)
- Interpoladas – ocorrem de forma opostas (ABBA)
-  Mistas – tudo embaralhado (ABACDCD)

Outras dicas com exemplos:
a) emparelhadas ou paralelas (aabb)     b) cruzadas ou alternadas (abab)
    “Vagueio campos noturnos    a           “Se o casamento durasse     a
     Muros soturnos                a           Semanas, meses fatais       b
     Paredes de solidão             b            Talvez eu me balançasse     a
     Sufocam minha canção.”           b               Mas toda a vida... é demais! “ b
     (Ferreira Gullar)                                                  ( Afonso Celso)
 
c) opostas, intercaladas ou interpoladas (abba)
     “Não sei quem seja o autor     a
     Desta sentença de peso          b
     O beijo é um fósforo aceso      b
     Na palha seca do amor!”              a       (B. Tigre)
 
d) continuadas: consiste na mesma rima por todo o poema.
 
e) misturadas: são as rimas que não seguem esquematização regular.
 
f) VERSOS BRANCOS: são os do poema sem rima.

Fazem parte do estudo do som ou rimas as FIGURAS DE HARMONIA OU DE EFEITO SONORO: aliteração, assonância, onomatopéia, paronomásia, parequema e o eco ou rima coroada.

Referências
http://rosabe.sites.uol.com.br/versificacao1.htm


Tipos de poemas
 Acalanto - sua origem perde-se no tempo. É um canto popular, singelo, em geral onomatopaico, destinado a embalar o sono das crianças. É cultivado em todas as partes do mundo. Veja o exemplo:

Acalanto, de Dorival Caymmi

É tão tarde
A manhã já vem,
Todos dormem
A noite também,
Só eu velo
Por você, meu bem
Dorme anjo
O boi pega Neném;
Lá no céu
Deixam de cantar,
Os anjinhos
Foram se deitar,
Mamãezinha
Precisa descansar
Dorme, anjo
Papai vai lhe ninar:
"Boi, boi, boi,
Boi da cara preta
Pega essa menina
Que tem medo de careta". (2X)

Acróstico - espécie de mensagem cifrada, oculta no poema, o acróstico se revela pela leitura, na vertical, das letras iniciais (ou mediais) do poema. Vem de tempos remotos; é encontrado na literatura greco-romana, medieval, renascentista, barroca e chegou aos nossos dias. 

Acróstico, de  Roberto Carlos

M ais que a minha própria vidaA lém do que eu sonhei pra mimR aio de luzI nspiraçãoA mor você é assimR ima dos versos que eu cantoI menso amor que eu falo tantoT udo pra mimA mo você assim
M eu coraçãoE ternamenteU m dia eu te entreguei
A mo você M ais do que tudo eu seiO solR aiou pra mim quando eu te encontrei
Balada - composto por três oitavas ou três décimas, que têm as mesmas rimas, seguidas de uma quadra ou quintilha. Sua origem é remota, são cantos medievais italianos, breves, narrativos ou líricos cuja matéria era retirada das lendas populares, anônimas e simples, que contavam eventos trágicos ou cômicos. Essencialmente populares, e transmitidas oralmente, as baladas apresentavam peculiaridades específicas em cada país.

Significado de Balada

s.f. Na Idade Média, poema lírico de origem coreográfica, primeiro cantado, depois destinado somente à recitação.
A partir do séc. XVI, poema de forma fixa, composto de três estrofes seguidas de um refrão de meia estrofe.
Desde o final do séc. XVIII, pequeno poema narrativo formado de três oitavas e uma quadra chamada "oferenda" ou "ofertório": Baladas românticas (Olavo Bilac).
Música Na origem, canção para dançar.
Peça instrumental ou vocal de forma livre, muito empregada pelos românticos: baladas de Schubert, de Chopin.
 F. Schubert - Serenade

  Baladas Românticas - Verde...   
Olavo Bilac, in "Poesias"  

Como era verde este caminho!
Que calmo o céu! que verde o mar!
E, entre festões, de ninho em ninho,
A Primavera a gorjear!...
Inda me exalta, como um vinho,
Esta fatal recordação!
Secou a flor, ficou o espinho...
Como me pesa a solidão!

Órfão de amor e de carinho,
Órfão da luz do teu olhar,
- Verde também, verde-marinho,
Que eu nunca mais hei de olvidar!
Sob a camisa, alva de linho,
Te palpitava o coração...
Ai! coração! peno e definho,
Longe de ti, na solidão!

Oh! tu, mais branca do que o arminho,
Mais pálida do que o luar!
- Da sepultura me avizinho,
Sempre que volto a este lugar...
E digo a cada passarinho:
"Não cantes mais! que essa canção
Vem me lembrar que estou sozinho,
No exílio desta solidão!"

No teu jardim, que desalinho!
Que falta faz a tua mão!
Como inda é verde este caminho...
Mas como o afeia a solidão!

Fonte: http://www.citador.pt/poemas/baladas-romanticas-verde-olavo-bilac

Canção - a canção clássica (italiana ou petrarquiana) é sempre um canto de amor e de saudade. Normalmente, principia pela descrição do cenário onde o poeta evoca a amada; segue-se a lembrança do amor quando nasceu, cresceu e ausentou-se, mas continua a alimentar a vida no poeta. Mesmo quando canta desventuras da vida, a lembrança da mulher amada surge para amenizar a dor e a solidão. Sua estrutura estrófica é bastante variável, bem como o sistema de rimas. 
Elegia - poema de lamento pela morte de alguém amado. Tem sido cultivada desde a Antiguidade greco-romana e chegou ao Romantismo. Caracteriza-se pela composição longa de versos que expressam estados de espírito de tristeza ou dor. 
Haicai - poema de origem japonesa, composto por três versos, sendo o primeiro e o último pentassílabos e o segundo heptassílabo. Originalmente, não possui rima; no Brasil, vem sendo retomado de maneira rimada.
Idílio, Égloga - etimologicamente, idílio é uma pequena ode. O grego Teócrito foi seu primeiro cultor e, como seu assunto era pastoril, a palavra "idílio" passou a caracterizar "poesia pastoril". Mais tarde, o romano Vergílio chamou de égloga ou bucólica a sua poesia pastoril. Daí a difusão dos três termos como sinônimos, no Renascimento e no Arcadismo. Idílio e Égloga nunca tiveram estruturas formais fixas; identificam-se pelo conteúdo: cantam os encantos da vida bucólica. O Idílio com o predomínio da ternura e sentimentalidade; a Égloga com maior visão filosófica da realidade. 
Rondó - formado de três estrofes: uma quintilha, um terceto e outra quintilha, com estribilho constante. 
Sextina - composição de seis sextilhas, um terceto e apresenta versos decassílabos. 
Soneto - poema composto de 14 versos, sendo dois quartetos e dois tercetos. Apresenta, geralmente, versos decassílabos ou alexandrinos. Foi criado no século XIII, na Itália, e levado a sua máxima perfeição por Dante e Petrarca. Através dos tempos tem sido o mais cultivado dos poemas de forma fixa. 
Trova ou Quadrinha - poema popular de quatro versos e de métrica e rima variável. Geralmente encerra um pensamento ou uma "filosofia" insólita. 
Vilancete - composto por um terceto e duas oitavas. 
 Adaptação da fonte:  http://www.tcl-uepb.blogger.com.br/



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