PAISAGEM

ORAÇÃO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

OH! JESUS MEU ETERNO PAI DO CÉU, DOCE CORAÇÃO DE JESUS, SOIS O ME REFÚGIO, MEU GUIA, MINHA LUZ QUE ILUMINA TODO MEU CAMINHO, ME PROTEJA, ME AJUDE, ME DÊ ÂNIMO, CORAGEM E MUITA CONFIANÇA. FIQUE SEMPRE COMIGO. DAI-ME UMA PAZ QUE BROTA DO MEU CORAÇÃO. DAI-ME A GRAÇA DE CONSEGUIR FAZER ALGO PARA VOS AGRADAR. DAI-ME FORÇA, A DECISÃO E CORAGEM. ENVIE TEU ESPÍRITO SANTO E TUDO SERÁ CRIADO. NÃO DEIXE TARDAR EM VOS AGRADECER. ILUMINE MINHA MENTE QUE DEVO FAZER. AJUDE QUE EU NÃO ME ESQUEÇA DE VOS AGRADECER. JESUS FIQUE SEMPRE COMIGO. DOCE CORAÇÃO DE MARIA, RAINHA DO CÉU E DA TERRA. SEJA NOSSA SALVAÇÃO. AMÉM

Observação: Esta oração foi escrita por minha mãe em seus últimos dias de vida /1993. Saudades!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Poemas de Gregório de Matos


Agradecimento de uns Doces a sua Freira
Senhora minha, se de tais clausuras 
Tantos doces mandais a uma formiga, 
Que esperais vós agora que eu vos diga 
Se não forem murchíssimas doçuras? 

Eu esperei de Amor outras venturas, 
Mas ei-lo vai, tudo o que é dar obriga, 
Ou já ceia de amor, ou já da figa, 
Da vossa mão são tudo ambrósias puras. 

O vosso doce a todos diz: comei-me, 
De cheiroso, perfeito e asseado; 
Eu por gosto lhe dar comi e fartei-me. 

Em este se acabando irá recado, 
E se vos parecer glutão, sofrei-me 
Enquanto vos não peço outro bocado.
Epitáfio para o Marquês de Marialva

Em três partes enterrado 
está o corpo do Marquês 
de Marialva: porque em dez 
mil seu nome é venerado: 
e foi destino acertado, 
que em tanta parte estivesse, 
para que o mundo soubesse, 
que este valeroso Marte 
morto assiste em qualquer parte, 
como se ainda vivesse.
Pintura Admirável de uma Beleza

V ês esse Sol de luzes coroado? 
Em pérolas a Aurora convertida? 
Vês a Lua de estrelas guarnecida? 
Vês o Céu de Planetas adorado? 

O Céu deixemos; vês naquele prado 
A Rosa com razão desvanecida? 
A Açucena por alva presumida? 
O Cravo por galã lisonjeado? 

Deixa o prado; vem cá, minha adorada, 
Vês de esse mar a esfera cristalina 
Em sucessivo aljôfar desatada? 

Parece aos olhos ser de prata fina? 
Vês tudo isto bem? Pois tudo é nada 
À vista do teu rosto, Caterina.
Esse farol do Céu, fímbria luzida 

Esse farol do céu, fímbria luzida, 
Esse lenho das ondas, pompa inchada, 
Essa flor da manhã, delicia amada, 
Esse tronco de abril, galha florida, 

É desmaio da noite escurecida, 
É destroço da penha retirada, 
É lastima da tarde abreviada, 
É despojo da chama enfurecida. 

Se o sol, se a nau, se a flor, se a planta toda 
A ruína maior nunca se veda; 
Se em seu mal a fortuna sempre roda; 

Se alguém das vaidades não se arreda, 
Há de ver (se nas pompas mais se engoda), 
Do sol, da nau, da flor, da planta, a queda .

Disponível em: http://www.vestibular1.com.br/resumos_livros/poemas_de_gregorio_matos.htm e acesso em 16 jan. 2011.

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