PAISAGEM

ORAÇÃO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

OH! JESUS MEU ETERNO PAI DO CÉU, DOCE CORAÇÃO DE JESUS, SOIS O ME REFÚGIO, MEU GUIA, MINHA LUZ QUE ILUMINA TODO MEU CAMINHO, ME PROTEJA, ME AJUDE, ME DÊ ÂNIMO, CORAGEM E MUITA CONFIANÇA. FIQUE SEMPRE COMIGO. DAI-ME UMA PAZ QUE BROTA DO MEU CORAÇÃO. DAI-ME A GRAÇA DE CONSEGUIR FAZER ALGO PARA VOS AGRADAR. DAI-ME FORÇA, A DECISÃO E CORAGEM. ENVIE TEU ESPÍRITO SANTO E TUDO SERÁ CRIADO. NÃO DEIXE TARDAR EM VOS AGRADECER. ILUMINE MINHA MENTE QUE DEVO FAZER. AJUDE QUE EU NÃO ME ESQUEÇA DE VOS AGRADECER. JESUS FIQUE SEMPRE COMIGO. DOCE CORAÇÃO DE MARIA, RAINHA DO CÉU E DA TERRA. SEJA NOSSA SALVAÇÃO. AMÉM

Observação: Esta oração foi escrita por minha mãe em seus últimos dias de vida /1993. Saudades!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Artur Azevedo, contador de casos e anedotas


  
Foto: Inacen/Divulgação

Artur Azevedo: autor de contos leves, com ressonâncias de peças teatrais. 
Os contos de Artur Azevedo mantêm muita afinidade com suas peças de teatro. São histórias ágeis, movimentadas, em que se faz a caricatura dos hábitos e comportamentos das camadas médias e altas da sociedade do Segundo Império e dos primeiros anos da República. Seus personagens são tipos que, em busca de realização amorosa ou ascensão social, participam de enredos leves, com desfechos que buscam surpreender e fazer rir. Em muitos contos, Artur Azevedo emprega técnicas teatrais, como diálogos vívidos ou enquadramento de cenas e deslocamento de personagens, dando ao leitor a impressão de que está observando um palco. Seria possível utilizar esses textos como roteiro de teatro sem necessidade de grandes alterações.
Sua linguagem mantém um permanente sabor coloquial. A afetação verbal é tema de várias das suas narrativas, que ridicularizam o discurso artificial e vazio. Essas características do autor permitem compará-lo a Luis Fernando Verissimo e Carlos Eduardo Novaes, cujas narrativas fazem uma divertida crítica de costumes em nossos dias. 
Biografia
Poeta, contista e, acima de tudo, teatrólogo, Artur Azevedo nasceu em São Luís em 7 de julho de 1855. Filho do vice-cônsul português na capital maranhense, desde cedo começou a trabalhar no comércio e no funcionalismo público local. Sua vocação literária foi igualmente precoce. Aos 15 anos, escreveu a peça Amor por Anexins, que alcançou grande êxito em São Luís e, depois, em todo o Brasil. Em 1871 lançou seu primeiro livro de poesias, intitulado Carapuças. Aos 18 anos, depois de passar em um concurso público, transferiu-se para o Rio de Janeiro.
Na capital do Império, a rotina do funcionalismo teve como contrapartida atividades como professor e, em especial, como jornalista e homem de letras, ao lado de figuras como Machado de Assis. Foi a ele, seu colega em publicações literárias e na secretaria da Viação, que Artur Azevedo dedicou Contos Possíveis, seu primeiro livro de histórias curtas, lançado em 1889. Mas, desde o início, sua grande paixão foi o teatro, voltado para o cotidiano e os costumes da sociedade carioca. Amores, traições, relações de família ou de amizade - tudo isso servia de tema para seus textos dramáticos e, em especial, para suas comédias, que alcançavam grande sucesso popular. Várias delas, como A Capital Federal e O Mambembe, ainda são apresentadas.
 Artur Azevedo escreveu dezenas de peças teatrais, mais de 4 mil artigos sobre eventos artísticos, principalmente sobre teatro, e teve, durante a sua vida, mais de uma centena de peças encenadas no Brasil e em Portugal, além de traduções e adaptações de peças francesas. Alguns de seus textos dramáticos, de um abolicionismo ardente, sofreram a censura imperial. Foram publicados no período republicano com o título de O Escravocrata.
Co-fundador da Academia Brasileira de Letras, o escritor maranhense faleceu no Rio de Janeiro em outubro de 1908. Meses depois, em julho de 1909, foi inaugurado o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, cuja criação ele havia defendido durante cerca de três décadas.
Um olhar bem-humorado sobre o Rio
Colaboradores das mesmas publicações, colegas de repartição pública e na Academia Brasileira de Letras, Artur Azevedo e Machado de Assis moviam-se basicamente pelos mesmos círculos. Mas os teatros eram o domínio por excelência do autor maranhense, criador da comédia musical brasileira com peças como O Mambembe e A Capital Federal.
Nas últimas décadas do século 19, destacavam-se duas casas de espetáculos na capital do país: o Teatro São Pedro de Alcântara e o Teatro Ginásio Dramático. O primeiro, dirigido pelo ator e empresário João Caetano, ficava na praça da Constituição, atual praça Tiradentes; o segundo, situado na rua Francisco de Paula, foi o berço de um teatro verdadeiramente brasileiro, além de assistir aos primeiros dramas da escola realista.

Quer saber mais?

A Capital Federal, Artur Azevedo, 160 págs., Ed. Martin Claret, tel. (11) 3672-8144, 10,50 reais
Os Melhores Contos de Artur Azevedo, Antônio Martins de Araújo (org.), 288 págs., Ed. Global, tel. (11) 3277-7999, 41 reais 
Teatro de Artur Azevedo, Antônio Martins de Araújo (org.), seis volumes, Ed. Funarte, tel. (21) 2279-8071, 120 reais 

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