PAISAGEM

ORAÇÃO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

OH! JESUS MEU ETERNO PAI DO CÉU, DOCE CORAÇÃO DE JESUS, SOIS O ME REFÚGIO, MEU GUIA, MINHA LUZ QUE ILUMINA TODO MEU CAMINHO, ME PROTEJA, ME AJUDE, ME DÊ ÂNIMO, CORAGEM E MUITA CONFIANÇA. FIQUE SEMPRE COMIGO. DAI-ME UMA PAZ QUE BROTA DO MEU CORAÇÃO. DAI-ME A GRAÇA DE CONSEGUIR FAZER ALGO PARA VOS AGRADAR. DAI-ME FORÇA, A DECISÃO E CORAGEM. ENVIE TEU ESPÍRITO SANTO E TUDO SERÁ CRIADO. NÃO DEIXE TARDAR EM VOS AGRADECER. ILUMINE MINHA MENTE QUE DEVO FAZER. AJUDE QUE EU NÃO ME ESQUEÇA DE VOS AGRADECER. JESUS FIQUE SEMPRE COMIGO. DOCE CORAÇÃO DE MARIA, RAINHA DO CÉU E DA TERRA. SEJA NOSSA SALVAÇÃO. AMÉM

Observação: Esta oração foi escrita por minha mãe em seus últimos dias de vida /1993. Saudades!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Helena Kolody - Biografia


Biografia
Seus pais foram imigrantes ucranianos que se conheceram no Brasil. Helena passou parte da infância na cidade de Rio Negro, onde fez o curso primário. Estudou piano, pintura e, aos doze anos, fez seus primeiros versos.
Seu primeiro poema publicado foi A Lágrima, aos 16 anos de idade, e a divulgação de seus trabalhos, na época, era através da revista Marinha, de Paranaguá.
Aos 20 anos, Helena iniciou a carreira de professora do Ensino Médio e inspetora de escola pública. Lecionou no Instituto de Educação de Curitiba por 23 anos. Helena Kolody, segundo o que consta em seu livro Viagem no Espelho, foi professora da Escola de Professores da cidade de Jacarezinho, onde lecionou por vários anos.
Seu primeiro livro, publicado em 1941, foi Paisagem Interior, dedicado a seu pai, Miguel Kolody, que faleceu dois meses antes da publicação.
Helena se tornou uma das poetisas mais importantes do Paraná, e praticava principalmente o haicai, que é uma forma poética de origem japonesa, cuja característica é a concisão, ou seja, a arte de dizer o máximo com o mínimo. Foi a primeira mulher a publicar haicais no Brasil, em 1941.
Foi admirada por poetas como Carlos Drummond de Andrade e Paulo Leminski, sendo que, com esse último, teve uma grande relação de amizade pessoal e literária.

Obras
  • Paisagem Interior (1941)
  • Música Submersa (1945)
  • A Sombra no Rio (1951)
  • Poesias Completas (1962)
  • Vida Breve (1965)
  • Era Espacial e Trilha Sonora (1966)
  • Antologia Poética (1967)
  • Tempo (1970)
  • Correnteza (1977, seleção de poemas publicados até esta data)
  • Infinito Presente (1980)
  • Poesias Escolhidas (1983, traduções de seus poemas para o ucraniano)
  • Sempre Palavra (1985)
  • Poesia Mínima (1986)
  • Viagem no Espelho (1988, reunião de vários livros já publicados)
  • Ontem, Agora (1991)
  • Reika (1993)
  • Sempre Poesia (1994, antologia poética)
  • Caixinha de Música (1996)
  • Luz Infinita (1997, edição bilíngüe).
  • Sinfonia da Vida (1997, antologia poética com depoimentos da poetisa)
  • Helena Kolody por Helena Kolody (1997, CD gravado para a coleção Poesia Falada)
  • Poemas do Amor Impossível (2002, antologia poética)
  • Memórias de Nhá Mariquinha (2002, obra em prosa)
 Fonte: Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

SAIBA MAIS:
 
Conforme notas 4, 10, 24 e arquivos do autor.
1912
Nasce em Cruz Machado, Paraná. Primeira brasileira de família de imigrantes ucranianos. Pais: Miguel e Vitória Kolody.
1928
O poema A Lágrima é seu primeiro trabalho publicado, na revista O Garoto, editada por estudantes em Curitiba.
1930
A revista Marinha, de Paranaguá (PR), passa a publicar seus poemas.
1931
Professora normalista pela Escola Normal Secundária de Curitiba.
1937
Passa a lecionar na Escola Normal de Curitiba (futuro Instituto de Educação), onde ficará por mais de 23 anos, interrompidos apenas por um ano quando vai a Jacarezinho (Escola de Professores).
1941
Publica o primeiro livro: Paisagem Interior (contendo 45 poemas, dentre os quais três haicais).
1942
O Concurso de Poesia da Sociedade de Homens de Letras do Rio de Janeiro, classifica Paisagem Interior em 2o lugar.
1945
Publica Música Submersa. Entre os poemas, o haicai Pereira em Flor.
1947
Presta concurso público federal para Inspetora Federal de Ensino Secundário do MEC.
1949
O livro A sombra no rio classifica-se em 3o lugar em Concurso de Livros do Centro de Letras do Paraná. O livro será publicado em 1951.
1950
Sai a segunda edição de Paisagem Interior.
1957
Sai a segunda edição de A sombra no rio.
1959
Publicam Trilogia, reunião de suas obras em separata de Um Século de Poesia, do Centro Paranaense Feminino de Cultura. Participa da Antologia da Literatura Ucraniana, Rio de Janeiro.
1962
Homenageiam seus 30 anos de magistério e o aniversário de 50 anos, com a publicação de suas Poesias Completas. Faz o prefácio para a obra Tarás Chevtchenko: o poeta da Ucrânia, Curitiba.
1964
Publica Vida Breve. Terra Boa (PR) lhe dá o título de Cidadã Honorária.
1965
A autora seleciona 20 Poemas das quatro primeiras obras. Poemas seus são musicados e apresentados no Rio de Janeiro.
1966
Publica Era Espacial e Trilha Sonora, dois livros em um.
1967
Publica Antologia Poética, organizada pela autora. Aposenta-se do MEC.
1970
Publica Tempo.
1977
Publica Correnteza (reunião de seleção da maioria dos livros anteriores).
1980
Publica Infinito Presente.
1983
Sai Poesias Escolhidas - uma tradução ao ucraniano de poemas, pela Sociedade dos Amigos da Cultura Ucraniana, de Curitiba. O Instituto de Educação do Paraná dá o nome da autora a uma de suas salas em sua homenagem.
1984
Primeira Tese sobre a poesia da autora é realizada por Maria de Lourdes Martins: O infinito como motivo poético em Helena Kolody, Mestrado em Letras da Universidade Católica do Paraná.
1985
Publicam Sempre Palavra (Edições Criar). Recebe o Diploma de Mérito Literário da Prefeitura de Curitiba.
1986
Publicam Poesia Mínima. Sai a segunda edição de Sempre Palavra. Participa da entrevista pública Um Escritor na Biblioteca (da Biblioteca Pública do Paraná, que publica um livro com a entrevista).
1987
Recebe o título de Cidadã Honorária de Curitiba. É homenageada pela Feira do Poeta de Curitiba.
1988
Publicam Viagem no Espelho, reunião de quase todos os seus livros. A Secretaria da Cultura do Paraná institui o Concurso Nacional de Poesia "Helena Kolody" (que acontece todos os anos).
1989
Gravam e publicam em livreto seu depoimento para o Museu da Imagem e do Som do Paraná. Torna-se patronesse das cadeiras do Centro Paranaense Feminino de Cultura.
1990
Poemas seus são transformados no espetáculo de teatro Helena, uma mulher.
1991
Publicam Ontem, Agora com poemas inéditos, pela Secretaria da Cultura do Paraná (o livro é todo manuscrito). Eleita para a Academia Paranaense de Letras.
1992
O cineasta Sylvio Back faz um filme em 35 mm, A Babel de Luz, em homenagem aos 80 anos da poeta. O filme ganha o prêmio de melhor curta e melhor montagem, do 25o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
1993
O professor Antônio Donizeti da Cruz, da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), defende a Tese de Mestrado Helena Kolody, a poesia da inquietação. Recebe a Outorga de nome haicaísta: Reika, concedido pela Comunidade Nipo- Brasileira de Curitiba. Publicam Reika pela Fundação Cultural de Curitiba.
1994
Publicam Sempre Poesia - Antologia Poética, pelas Livrarias Curitiba.
1995
Publicam Helena Kolody (estudo e entrevista para a série Paranaenses n. 6, editora da UFPR). Sai a segunda edição de Viagem no Espelho, pela editora da UFPR, acrescentados de Ontem, Agora e Reika.
1996
Publicam Caixinha de Música, pela Secretaria da Cultura do Paraná.
1997
Publicam Luz Infinita pela Biblioteca Ucranianos, edição bilíngüe. Sai a terceira edição de Viagem no Espelho pela editora da UFPR. Publicam Sinfonia da Vida - antologia poética, com depoimentos da autora, pelo Pólo Editorial do Paraná e Editora Letra Viva. Sai o CD Helena Kolody por Helena Kolody (coleção Poesia Falada vol. 4 - Luz da Cidade). Marly Catarina Soares defende a Tese de Mestrado Helena Kolody, uma voz imigrante na poesia paranaense, pela Unicamp (Universidade de Campinas). Grava para o rádio e TV o programa Memória Paranaense (Rádio CBN/Fundação Inepar).
2001
Publicam Haikais, coletânea de seus haicais, pela Criar edições.
2002
Publicam Poemas do Amor Impossível (antologia organizada pelo editor Roberto Gomes da Criar edições). Publicam Memórias de Nhá Mariquinha, sua obra em prosa, narrativas que lembram as de Cora Coralina, pelo Museu do Tropeiro de Castro (PR). A Biblioteca Pública do Paraná realiza uma exposição em homenagem aos 90 anos da autora.
2003
A Universidade Federal do Paraná homenageia a autora com o título de Doutora Honoris Causa.
2004
Morre em fevereiro.

 Haicai
[...]
O haicai é uma forma de poesia japonesa, pequeno poema de três versos, com cinco, sete e cinco sílabas sucessivamente. Ele evoca uma singela e delicada impressão do mundo, da natureza, do homem, das plantas ou dos animais; às vezes com um refinado toque de lirismo de caráter melancólico ou nostálgico, outras, com um rasgo de ligeiro humor (HUIZINGA, 1990: 138). 
[...]
Os poemas de Reika exploram basicamente uma das vertentes temáticas preferidas da poesia de Helena: o poeta diante de si mesmo e da poesia. Ela é poeta vigorosa que concilia perfeitamente a experiência da subjetividade com a objetividade, ou seja, emoção e razão, atualizando-se pelo nítido espírito de modernidade. Sua linguagem é densa de significação.

Seus versos são repletos de significados, sugestões e imaginação, que resultam numa poesia intelectual e emotiva, marcada pela síntese e pela moderna procura de uma semântica inventiva, instauradora de múltiplos sentidos, preocupada com a estética. Por essas razões, a poesia kolodyana se legitima, à definição de Octavio Paz: "Operação capaz de transformar o mundo, a atividade poética é revolucionária por natureza" (1982:15).

(Poemas retirados de Viagem no Espelho, de Helena Kolody.)
RESSONÂNCIA
Bate breve o gongo.
Na amplidão do templo ecoa
o som lento e longo. 

FLECHA DE SOL
A flecha de sol
pinta estrelas na vidraça.
Despede-se o dia. 

NOITE
Luar nos cabelos.
Constelações na memória.
Orvalho no olhar. 

SAUDADES
Um sabiá cantou.
Longe, dançou o arvoredo.
Choveram saudades. 

REPUXO ILUMINADO
Em líquidos caules,
irisadas flores d'água
cintilam ao sol. 

DEPOIS
Será sempre agora.
Viajarei pelas galáxias
universo afora. 

ALQUIMIA
Nas mãos inspiradas
nascem antigas palavras
com novo matiz. 

JORNADA
Tão longa a jornada!
E a gente cai, de repente,
No abismo do nada.

SEMPRE MADRUGADA
Para quem viaja ao encontro do sol,
é sempre madrugada. 

RETRATO ANTIGO (1988)
Quem é essa
que me olha
de tão longe,
com olhos que foram meus?

VOZ DA NOITE (1986)
O sol se apaga.
De mansinho,
a sombra cresce.
A voz da noite
diz, baixinho:
esquece... esquece...

A MIRAGEM NO CAMINHO (1978)
Perdeu-se em nada,
caminhou sozinho,
a perseguir um grande sonho louco.
(E a felicidade
era aquele pouco
que desprezou ao longo do caminho).

DOM
Deus dá a todos uma estrela.
Uns fazem da estrela um sol.
Outros nem conseguem vê-la.

POESIA MÍNIMA
Pintou estrelas no muro
e teve o céu
ao alcance das mãos.
 Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/2438/1/VIAGEM-NO-ESPELHO---Helena-Kolody-Resumo/Paacutegina1.html

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