PAISAGEM

ORAÇÃO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

OH! JESUS MEU ETERNO PAI DO CÉU, DOCE CORAÇÃO DE JESUS, SOIS O ME REFÚGIO, MEU GUIA, MINHA LUZ QUE ILUMINA TODO MEU CAMINHO, ME PROTEJA, ME AJUDE, ME DÊ ÂNIMO, CORAGEM E MUITA CONFIANÇA. FIQUE SEMPRE COMIGO. DAI-ME UMA PAZ QUE BROTA DO MEU CORAÇÃO. DAI-ME A GRAÇA DE CONSEGUIR FAZER ALGO PARA VOS AGRADAR. DAI-ME FORÇA, A DECISÃO E CORAGEM. ENVIE TEU ESPÍRITO SANTO E TUDO SERÁ CRIADO. NÃO DEIXE TARDAR EM VOS AGRADECER. ILUMINE MINHA MENTE QUE DEVO FAZER. AJUDE QUE EU NÃO ME ESQUEÇA DE VOS AGRADECER. JESUS FIQUE SEMPRE COMIGO. DOCE CORAÇÃO DE MARIA, RAINHA DO CÉU E DA TERRA. SEJA NOSSA SALVAÇÃO. AMÉM

Observação: Esta oração foi escrita por minha mãe em seus últimos dias de vida /1993. Saudades!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Interpretações de textos diversificados

  • Transforme em prosa a poesia Catar feijão, de  João Cabral de Melo Neto, ou seja, mude de linguagem conotativa para linguagem denotativa.

Catar Feijão 

Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a como o risco.
João Cabral de Melo Neto
            MELO NETO, João Cabral de. Antologia Poética
           7. ed. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1989.

Confira: 
As atividades de catar feijão e escrever são bastante semelhantes. No primeiro caso, deve-se jogar os grãos de feijão na água do alguidar, e aqueles que boiarem serão jogados fora. No caso da escrita, as palavras deverão ser colocadas na folha de papel, e aquelas que não tiverem densidade suficiente para figurar na obra escrita serão descartadas, embora palavra nenhuma tenha peso próprio, apenas sua significação. Assim, o que for desnecessário, inconsistente, boiará na água — no caso do feijão — ou ficará superficial no papel.
No entanto, há uma diferença entre as duas atividades: ao catar feijão, existe o risco de, entre os grãos pesados, restar uma pedra, sólida e imastigável, o que compromete a qualidade do alimento. Já ao escolher palavras, se entre elas restar uma com densidade maior que o esperado, isso enriquecerá a obra, já que deixará a frase mais viva, chamando a atenção por não permitir a leitura fácil e superficial. 
Fonte: http://www.educacional.com.br/redacao/modalidades/conodeno.asp
 
       Rio sem discurso
Quando um rio corta, corta-se de vez
o discurso-rio de água que ele fazia;
cortado, a água se quebra em pedaços,
em poços de água, em água paralítica.
Em situação de poço, a água equivale
a uma palavra em situação dicionária:
isolada, estanque no poço dela mesma,
e porque assim estanque, estancada;
e mais: porque assim estancada, muda,
e muda porque com nenhuma comunica,
porque cortou-se a sintaxe desse rio,
o fio de água por que ele discorria.
O curso de um rio, seu discurso-rio,
chega raramente a se reatar de vez;
um rio precisa de muito fio de água
para refazer o fio antigo que o fez.
Salvo a grandiloqüência de uma cheia
lhe impondo interina outra linguagem,
um rio precisa de muita água em fios
para que todos os poços se enfrasem:
se reatando, de um para outro poço,
em frases curtas, então frase a frase,
até a sentença-rio do discurso único
em que se tem voz a seca ele combate.
João Cabral de Melo Neto

Interpretação do texto Rio sem discurso

  1. Cortar apresenta o mesmo significado em suas duas ocorrências no primeiro verso? Comente.
  2. Comente a imagem "água paralítica" (primeira estrofe, quarto verso).
  3. O que é a "situação dicionária" de uma palavra? (primeira estrofe, sexto verso).
  4. Explique a relação entre a sintaxe do rio e a sintaxe das palavras.
  5. Por que o texto chama de interina à linguagem das cheias (segunda estrofe, sexto verso)? O texto afirma que o rio pode combater a seca se tiver voz (segunda estrofe, último verso). Em que consiste a "voz" de um rio?
  6. Curso, discurso e discorrer são palavras que mantêm estreita ligação semântica e morfológica. Explique.
  7. Releia a segunda estrofe do poema e explique como se constitui o discurso-rio.
  8. Qual a relação entre ele e os discursos que formamos com as palavras? 
GABARITO DOS EXERCÍCIOS DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
Leitura: Rios sem discurso (João Cabral de Melo Neto)
No poema "Rios sem discurso", João Cabral de Melo Neto estabelece uma belíssima relação entre o fluxo dos rios e o fluxo das palavras. Referindo-se aos rios do Nordeste que secam periodicamente, o poeta mostra como a fragmentação do curso da água se assemelha ao isolamento das palavras: num e noutro caso, como não há inter-relacionamento, não há fluxo, não há discurso - palavra que etimologicamente está ligada ao conceito de "correr para vários lados, espalhar-se". É a sintaxe que coordena as relações que criam o fluxo da água e do discurso - ou, se utilizarmos uma imagem do próprio texto, é a sintaxe que "enfrasa" os fios de água e as palavras. Este poema dá, metaforicamente, uma sugestiva definição de sintaxe.
1. Em sua primeira ocorrência, cortar significa "secar", "deixar de correr". Em sua segunda ocorrência, significa "interromper", "cessar".
2. Água parada, imobilizada pela falta de sentido. Isso ocorre porque, dividida em poças não-comunicantes, a água não consegue fluir.
3. É a palavra isolada das demais, com o sentido que tem nesse isolamento. Essa é a forma como a encontramos nos dicionários (em que, cada vez mais, é necessário mostrar palavras em relação - expressões, exemplos - para tentar dar conta do complexo problema da significação).
4. Interrompido o fluxo do rio, a água se torna "paralítica", imóvel nas poças que não se comunicam e, por isso, não há fluxo. Isoladas umas das outras, as palavras limitam-se ao seu "estado dicionário", sem estabelecer o fluxo das frases (o fluxo sintético), em que, das relações, nasce o discurso.
5.  Porque é uma linguagem não-permanente, resultante de uma situação excepcional.
6.  No seu fluxo, na sua corrente-discurso.
7.  Curso é forma arcaica do particípio de correr. Dis- é prefixo que indica "em todas as direções". Logo, discorrer é, em sentido literal, "correr em diversas direções". Discurso é, portanto, "o que fluiu em várias direções".
8. O fluxo do rio decorre da junção de muitos fios de água que correm juntos, engrossando-se mutuamente até o "discurso-rio". Assim o discurso com as palavras, que se unem duas a duas, três a três, formando frases que se encadeiam no fluxo do discurso.
  Fonte: http://pt.scribd.com/doc/74680134/exercicios-de-interpretacao  

Os textos 1 e 2 abaixo representam, respectivamente, dois dos mais significativos estilos de época da literatura brasileira: o Romantismo e o Modernismo. A partir desta constatação, responda aos itens abaixo:
Texto 1:

           Já era tarde. Augusto amava deveras, e pela primeira vez em sua vida; e o amor,
mais forte que seu espírito, exercia nele um poder absoluto e invencível. Ora, não há
idéias mais livres que as do preso; e, pois, o nosso encarcerado estudante soltou as
velas da barquinha de sua alma, que voou, atrevida, por esse mar imenso da
imaginação; então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a
encantadora Moreninha, toda cheia de encantos e graças. Viu-a, com seu vestido
branco, esperando-o em cima do rochedo, viu-a chorar, por ver que ele não chegava, e
suas lágrimas queimavam-lhe o coração.
(Joaquim Manuel de Macedo. A Moreninha. São Paulo: Ática, 1997, p. 125. )

Texto 2:
Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
(Carlos Drummond de Andrade. Reunião. Rio de Janeiro: José Olympio, 1973, p. 19.)


A) Em ambos os textos, percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. Explique, com suas próprias palavras, a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade.
 
Resposta (sugestão):

     A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada; valorização da fantasia e da imaginação; caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico, apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. Lili, a "que não amava ninguém", é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico, ela se casou com J. Pinto Fernandes, uma personagem fora da quadrilha.


B) Nota-se que a estrutura do poema "Quadrilha" é construída a partir de dois movimentos. Identifique-os indicando, para cada movimento, o verso inicial e o final.
Resposta
1º movimento: do verso 1 ao verso 3; 2o movimento: do verso 4 ao verso 7.




A postagem está incompleta ainda, pois pretendo continuar minha pesquisa.

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