PAISAGEM

ORAÇÃO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

OH! JESUS MEU ETERNO PAI DO CÉU, DOCE CORAÇÃO DE JESUS, SOIS O ME REFÚGIO, MEU GUIA, MINHA LUZ QUE ILUMINA TODO MEU CAMINHO, ME PROTEJA, ME AJUDE, ME DÊ ÂNIMO, CORAGEM E MUITA CONFIANÇA. FIQUE SEMPRE COMIGO. DAI-ME UMA PAZ QUE BROTA DO MEU CORAÇÃO. DAI-ME A GRAÇA DE CONSEGUIR FAZER ALGO PARA VOS AGRADAR. DAI-ME FORÇA, A DECISÃO E CORAGEM. ENVIE TEU ESPÍRITO SANTO E TUDO SERÁ CRIADO. NÃO DEIXE TARDAR EM VOS AGRADECER. ILUMINE MINHA MENTE QUE DEVO FAZER. AJUDE QUE EU NÃO ME ESQUEÇA DE VOS AGRADECER. JESUS FIQUE SEMPRE COMIGO. DOCE CORAÇÃO DE MARIA, RAINHA DO CÉU E DA TERRA. SEJA NOSSA SALVAÇÃO. AMÉM

Observação: Esta oração foi escrita por minha mãe em seus últimos dias de vida /1993. Saudades!

sábado, 16 de junho de 2012

Romântica no Brasil - Prosa


O romance romântico aparece no Brasil como um gênero de fácil aceitação, principalmente para o público burguês, abordando temas comuns da vida cotidiana. Sua produção inicia-se apenas em meados do século XIX, a partir do contato com outras nações decorrente do processo de independência, em 1822, quando países como França, Inglaterra e Alemanha já tinham a tradição da ficção.
O romance pioneiro surge dotado de algumas peculiaridades, como o episodismo (sobreposição dos episódios à análise dos fatos), o oralismo (o narrador é um contador de histórias), a linearidade (segue-se a ordem cronológica normal dos fatos da vida), a idealização (no ambiente, no enredo e nos personagens - homem, herói autêntico e generoso e mulher, feminina, ingênua e fiel).
Inicialmente, não só no Brasil, mas também na Europa, o romance apresenta-se na forma de flolhetins, em publicações periódicas nos jornais de capítulos de obras literárias, atraindo a leitura de mulheres, estudantes, comerciantes e funcionários públicos. Estas publicações desapareceram no século XX, enquanto o romance em si prosseguiu evoluído e se modificando ao longo dos tempos na literatura nacional.

LINHAS TEMÁTICAS DO ROMANCE:
No Brasil, o romance nasce em meio a uma busca pela identidade nacional e, mais do que a produção poética, busca fornecer as respostas sobre as tradições, o passado histórico e os costumes do país em uma verdadeira investigação sobre os espaços nacionais. A identificação destes espaços caracteriza a formação de quatro linhas temáticas: o espaço da selva é retratado pelos Romances Indianista e Histórico; o campo aparece no Romance Regionalista; a vida na cidade é trazida pelo Romance Urbano. Vejamos cada uma destas linhas:

1. Romance Indianista:
Caracterizado pela idealização do Índio, que não é visto em sua realidade sócio-antropológica, mas sim de uma maneira lírica e poética, figurando como o protótipo de uma raça ideal. Materializa-se no índio o “mito do bom selvagem” de Rousseau (o homem é bom por natureza e o mundo é que o corrompe).

Há harmonização das diferenças entre as culturas europeia e americana. O índio é mostrado em diversas condições, como é possível notar nas obras de José de Alencar: em Ubirajara”, aparece o índio primordial, sem o contato urbano; em “O Guarani”, é mostrado o contato o branco e em “Iracema”, aborda-se a miscigenação.

2. Romance Histórico:
Revela o resgate da nacionalidade a partir da criação de uma visão poética e heróica das origens nacionais. É comum ocorrer a mistura de mito e realidade. Destacam-se as obras ”As Minas de Prata” e “A guerra dos Mascates”, de José de Alencar.

3. Romance Regionalista:
Também conhecido como Sertanista, é marcado pela idealização do homem do campo. O sertanejo é mostrado, não diante dos seus verdadeiros conflitos, mas de uma maneira mitificada, como um protótipo de bravura, honra e lealdade. Trata-se aqui de um regionalismo sem tensão crítica. Destacam-se obras de José de Alencar (“O Sertanejo”, “O Tronco do Ipê”, “Til”, “O Gaúcho”), Visconde de Taunay (“Inocência”), Bernardo Guimarães (“O Garimpeiro”) e Franklin Távora, que com “O Cabeleira” diferencia-se dos demais apresentando certa tensão social que pode ser enquadrada como pré-realista.

4. Romance Social Urbano:
Retrata o ambiente da aristocracia burguesa, seus hábitos e costumes refinados, seus padrões de comportamento, sendo raro interesse pela periferia. Os enredos são em geral triviais, tratando das tramas amorosas e mexericos da sociedade. Os perfis femininos são temas comuns, como em “Diva”, “Lucíola” e “Senhora”, de José de Alencar e em “Helena”, “A Mão e a Luva” e “Iaiá Garcia”, de Machado de Assis.

É importante perceber que alguns desses romances, tratando do ciclo social urbano, já revelavam características realistas em seus enredos, como algumas análises psicológicas e sintomas de degradação social.

LEIA MAIS! 

Romantismo - Prosa

No Brasil, há uma urbanização do Rio de Janeiro, transformado em Corte, e cria-se uma sociedade consumidora em busca de entretenimento. Busca da “cor local”, com o espírito nacionalista em alta. Jornalismo tem grande impulso e surgem os folhetins, acompanhados pela sociedade carioca, notadamente as mulheres, com avidez.
Os romances tematizavam a descrição dos costumes urbanos ou das amenidades das zonas rurais e correspondiam às projeções dos conflitos emocionais dos leitores. Os personagens são idealizados e com os quais os leitores, principalmente jovens e mulheres, identificavam-se. Algumas obras fugiram um pouco desse esquema geral: Memórias de um Sargento de Milícias e Inocência.

Temas da ficção romântica

·         passadista e colonial - O Guarani e As Minas de Prata de Alencar, As Mulheres de Mantilha e O Rio do Quarto de Macedo, Maurício e O Bandido do Rio das Mortes de Guimarães...
·         indianista - Iracema e Ubirajara de Alencar, O Índio Afonso de Guimarães
·         sertaneja - O Sertanejo e O Gaúcho de Alencar, O Garimpeiro de Guimarães, Inocência de Taunay, O Cabeleira e o Matuto de Távora
·         urbanos ou de costumes - várias obras de Alencar como as três mulheres: Diva, Lucíola e Senhora; além de Cinco Minutos, A Viuvinha, Sonhos D’Ouro e Encarnação
·         documento do Rio do tempo de D. João - Memórias de um sargento de Milícias

Autores

Joaquim Manuel de Macedo

Atravessou todo o movimento romântico e nota-se em sua obra um progresso na técnica literária. Era o autor mais lido no Brasil até o final da década de 40 com O Guarani de Alencar.
São temáticas comuns ás suas obras: namoro difícil ou impossível, presença de jovens casadoiras e estudantes, mistérios de identidade de personagens e identificação final, conflito entre dever e paixão, alguma comicidade, espécie de documento de costumes da época. A linguagem é simples com tramas fáceis, amor e mistério culminando com um final feliz.

Obras:
·         Romance - A Moreninha (1844), O Moço Loiro (1845), Os Dois Amores (1848), Rosa (1849), Vicentina (1853), O Forasteiro (1856), O Culto do Dever (1865), A Luneta Mágica (1869), As Vítimas Algozes (1869), O Rio do Quarto (1869), As Mulheres de mantilha 91870), A Namoradeira (1870).
·         Várias peças de teatro, a poesia A Nebulosa (1857) e outros escritos

Manuel Antônio de Almeida

Publica em folhetins Memórias de um Sargento de Milícias, obra totalmente inovadora para a sua época. Pode ser considerado o verdadeiro romance de costumes do Romantismo brasileiro, por não estar vinculado à visão burguesa. Retrata o povo em toda a sua simplicidade, malícia, humor e sátira. Sua descrição não se resume ao ambiente, mas introduz juízos de valor e crítica. Apresenta um anti-herói picaresco, que desde sua origem já está ligado ao real e ao humor. É considerado por muitos como um precursor do Realismo. Caracterizam a obra o estilo frouxo, linguagem por vezes até descuidada e um final feliz.

Obras:
·         Romance - Memórias de um sargento de Milícias (1852-53)

José de Alencar

Consolidador do romance, um ficcionista que cai no gosto popular. Sua obra é um retrato fiel de suas posições políticas e sociais: grande proprietário rural, político conservador, monarquista, escravocrata, burguês. Pode-se perceber o medievalismo no personagem de O Guarani, Peri (bom selvagem) que deveria respeitar a realidade social de que ao senhor de tudo deve-se obediência, respeito e lealdade.
Defende o “casamento” entre o nativo e o colonizador numa troca de favores (temática presente em O Guarani - Ceci e família e Peri e em Iracema com Moacir, filho de Iracema e Martim. Tudo isso traduzido numa linguagem coloquial, diálogos bem feitos por sua formação de professor de Português.
Sua vasta obra conta com romances urbanos, históricos, regionais e rurais, além dos indianistas. Iracema é uma obra que denota as grandes características de Alencar: paisagista e pintor de perfis femininos.

Obras:
·         Romances: Cinco Minutos (1856), O Guarani (1857), Viuvinha (1860), Lucíola (1862), As Minas de Prata (1862), Diva (1864), Iracema (1865), O Gaúcho (1870), A Pata da Gazela (1870), O Tronco do Ipê (1871), Sonhos D’Ouro (1872), Til (1872), Alfarrábios (1873), A Guerra dos Mascates (1873), Ubirajara (1874), Senhora (1875), O Sertanejo (1875), Encarnação (1893).
·         Algumas peças de teatro, crônicas e autobiografia, crítica e a poesia inacabada O Filho de Tupã

Visconde de Taunay

Autor de Inocência, romance regionalista de tom sóbrio e detalhista quanto á paisagem. Obra de pouca fantasia, mas com as relações entre paisagem e o meio bem definidas. Alguns aproximam este romance de um estilo mais realista-naturalista.
Obras:
·         Romance: A Mocidade de Trajano (1872), Lágrimas do Coração (1873)
·         Narrativas: Histórias Brasileiras (1874)
·         Comédia: De mão à Boca se Perde a Sopa (1874)
·         Drama: Narrativas Militares. Cenas e Tipos (1878), Quadros da natureza (1882), Fantasias (1882), Amélia Smith (1886)

Franklin Távora

Produz uma obra regionalista num tom de manifesto, mas sem muita repercussão da temática nordestina em O Cabeleira. Temática voltada para o banditismo como efeito da miséria, latifúndio, secas e migrações.
Obras:
·         Contos - A Trindade maldita (1861)
·         Romance - Os Índios do Jaguaribe (1862), A Casa de Palha (1866), O Cabeleira (1876), O Mulato (1878), Lourenço (1881)
·         Novela - Um Casamento no Arrebalde (1869)

Martins Pena

Ligado ao teatro, inaugura a comédia de costumes com uma sutil sátira social. Por isso sua obra foi aproximada de Memórias de um Sargento de Milícias. Autor com profundo grau de observação, trazendo à cena personagens típicos da sociedade da época.

Sinopse

Marco inicial = A Moreninha de Joaquim Manuel de Macedo em 1844, apesar de não ter sido o primeiro em publicação, mas sim em importância. O primeiro romance brasileiro foi O Filho do Pescador de Teixeira de Sousa (1843), mas ele não possui as linhas gerais dos romances românticos.
Marco final = publicação de O Mulato (Aluísio Azevedo) e de Memórias Póstumas de Brás Cubas (M. de Assis) em 1881 - mesma da poesia.

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