PAISAGEM

ORAÇÃO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

OH! JESUS MEU ETERNO PAI DO CÉU, DOCE CORAÇÃO DE JESUS, SOIS O ME REFÚGIO, MEU GUIA, MINHA LUZ QUE ILUMINA TODO MEU CAMINHO, ME PROTEJA, ME AJUDE, ME DÊ ÂNIMO, CORAGEM E MUITA CONFIANÇA. FIQUE SEMPRE COMIGO. DAI-ME UMA PAZ QUE BROTA DO MEU CORAÇÃO. DAI-ME A GRAÇA DE CONSEGUIR FAZER ALGO PARA VOS AGRADAR. DAI-ME FORÇA, A DECISÃO E CORAGEM. ENVIE TEU ESPÍRITO SANTO E TUDO SERÁ CRIADO. NÃO DEIXE TARDAR EM VOS AGRADECER. ILUMINE MINHA MENTE QUE DEVO FAZER. AJUDE QUE EU NÃO ME ESQUEÇA DE VOS AGRADECER. JESUS FIQUE SEMPRE COMIGO. DOCE CORAÇÃO DE MARIA, RAINHA DO CÉU E DA TERRA. SEJA NOSSA SALVAÇÃO. AMÉM

Observação: Esta oração foi escrita por minha mãe em seus últimos dias de vida /1993. Saudades!

sábado, 18 de junho de 2011

Canção da Ribeirinha , de Paio Soares de Taveirós - Trovadorismo IV

A Ribeirinha (ou Cantiga de Guarvaía), de Paio Soares de Taveirós
Texto português surgiu no século XII
 Há dúvidas se a poesia foi escrita em 1189 ou 1198.

Qual o primeiro texto literário que se conhece em língua portuguesa?

Chama-se Cantiga da Ribeirinha e foi escrito por Paio Soares de Taveirós para sua amada Maria Ribeira, conta Benilde Cianato, professora de Língua Portuguesa da Universidade de São Paulo. Ela narra a história de um amor não correspondido. Há dúvidas se a poesia foi escrita em 1189 ou 1198. Está registrada no Cancioneiro da Ajuda, um livro de textos manuscritos. A língua portuguesa originou-se do latim e o texto é escrito em galego-português. Na época, a Galícia (hoje Espanha), região próxima a Portugal, era um centro irradiador de cultura. Por isso o idioma sofreu influências do galego. O mais antigo documento em português é o Auto de Partilha, escrito em 1192. Trata-se de um acerto de partilha de terras recebidas em herança. Está guardado no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, Portugal.

No mundo non me sei parelha1,
mentre2 me for' como me vay,
ca3 já moiro por vos - e ay!
mia senhor4 branca e vermelha,
queredes que vos retraya5
quando vus eu vi en saya!
Mao dia me levantei,
que vus enton non vi fea6!
E, mia senhor, des aquel di'ay!
me foi a mi muyn mal,
e vos, filha de don Paay
Moniz, e ben vus semelha7
d'aver eu por vos guarvaya8,
pois eu, mia senhor, d'alfaya
nunca de vos ouve nen ei
valia d'a correa.



1 parelha = igual, semelhante.
2 mentre = enquanto, entrementes. Essa forma arcaizou-se, isto é, caiu em desuso, mas o espanhol manteve a forma antiga mientras.
3 ca = pois, porque. Enquanto ca também se arcaizou, o francês manteve car até hoje, com o mesmo significado.
4 senhor = senhora. Por essa época, usava-se na poesia a palavra "senhor" referindo-se indistintamente ao homem e à mulher.
5 retraya = retrate, evoque.
6 que vus enton non vi fea. Aqui o autor valeu-se de uma figura de linguagem - mais exatamente, figura de pensamento — conhecida porlitote, que consiste na atenuação de uma idéia através da negação do seu oposto. Dessa forma, "não vi feia" equivale a "vi bonita".
7 semelha = parece.
8 guarvaya = manto escarlate próprio dos reis.

A Ribeirinha
Tradução

No mundo não conheço
ninguém igual a mim,
enquanto acontecer o
que me aconteceu,
pois eu morro por vós e ai!
Minha senhora alva e rosada,
quereis que vos lembre
que já vos vi na intimidade!
Em mau dia eu me levantei
Pois vi que não sois feia!
E, minha senhora
desde aquele dia, ai!
Venho sofrendo de um grande mal
enquanto vós, filha de dom Paio
Muniz, a julgar forçoso
que eu lhe cubra com o manto
pois eu, minha senhora
nunca recebi de vós
a coisa mais insignificante.
Fonte: http://super.abril.com.br/superarquivo/1996/conteudo_115538.shtml

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá pessoal!
Agradeço seu comentário.
Volte sempre! Geisa