PAISAGEM

ORAÇÃO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

OH! JESUS MEU ETERNO PAI DO CÉU, DOCE CORAÇÃO DE JESUS, SOIS O ME REFÚGIO, MEU GUIA, MINHA LUZ QUE ILUMINA TODO MEU CAMINHO, ME PROTEJA, ME AJUDE, ME DÊ ÂNIMO, CORAGEM E MUITA CONFIANÇA. FIQUE SEMPRE COMIGO. DAI-ME UMA PAZ QUE BROTA DO MEU CORAÇÃO. DAI-ME A GRAÇA DE CONSEGUIR FAZER ALGO PARA VOS AGRADAR. DAI-ME FORÇA, A DECISÃO E CORAGEM. ENVIE TEU ESPÍRITO SANTO E TUDO SERÁ CRIADO. NÃO DEIXE TARDAR EM VOS AGRADECER. ILUMINE MINHA MENTE QUE DEVO FAZER. AJUDE QUE EU NÃO ME ESQUEÇA DE VOS AGRADECER. JESUS FIQUE SEMPRE COMIGO. DOCE CORAÇÃO DE MARIA, RAINHA DO CÉU E DA TERRA. SEJA NOSSA SALVAÇÃO. AMÉM

Observação: Esta oração foi escrita por minha mãe em seus últimos dias de vida /1993. Saudades!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Dinâmica: Júri simulado


Júri simulado
Objetivo: Debater o tema, levando os participantes a tomar um posicionamento; exercitar a expressão e o raciocínio; amadurecer o senso crítico.
Participantes:
Juiz: dirige e coordena as intervenções e o andamento do júri.
Jurados: ouvirão todo o processo e no final das exposições, declaram o vencedor, estabelecendo a pena ou indenização a se cumprir.
Advogados de defesa: defendem o “réu” (ou assunto) e respondem às acusações feitas pelos promotores.
Promotores (advogados de acusação): devem acusar o “réu” (ou assunto), a fim de condená-lo.
Testemunhas: falam a favor ou contra o acusado, pondo em evidência as contradições e argumentando junto com os promotores ou advogados de defesa.
Descrição da dinâmica:
1. Divide-se os participantes, ficando em números iguais os dois grupos - todos os participantes (exceto o juiz e os jurados) podem ser testemunhas.
2. Os promotores devem acusar o Neoliberalismo, a partir da realidade concreta da comunidade/bairro - município. Definir o Neoliberalismo como causa do desemprego, da fome, da violência e da miséria em que vive a maioria da população.
3. Os advogados defendem o Neoliberalismo. Defini-lo como sistema que respeita a liberdade individual, que promove a livre iniciativa e que desperta a criatividade e o espírito de competição em favor do bem de todos.
4. As testemunhas devem colaborar nas discussões, havendo um revezamento entre a acusação e a defesa, sendo que os advogados podem interrogar a testemunha “adversária”.
5. Terminado o tempo das discussões e argumentações dos dois lados, os jurados devem decidir sobre a sentença. Cada jurado deve argumentar, justificando sua decisão.
6. Avaliação e comentários de todos sobre o assunto discutido.
*Obs.: é importante fixar bem o tema, bem como os fatos que serão matéria do julgamento. Para isso poderá haver uma combinação anterior com todas as partes, preparando com antecedência, os argumentos a serem apresentados.
Giélia Silva Macedo,
Assistente Social e professora de Sociologia no Colégio Modelo, Itapetinga-BA.
Endereço eletrônico gieliasm@bol.com.br
Artigo publicado na edição 339, agosto de 2003, página 20.

 A seguir, uma sugestão de uma peça teatral. 
Tema: Meio ambiente
TRIBUNAL DE JÚRI
ABERTURA

            Entra o Juiz Presidente (todos se levantam). O Juiz ocupa seu lugar – (todos se sentam).
Juiz: Vai ser submetido a julgamento o processo em que consta nos autos o réu/a ré no Ministério do Paraná.
                        Declaro aberta a sessão.
                        (Estando presente o réu o Juiz fará as primeiras perguntas)
Juiz:     Qual o seu nome?
Réu:    _____________________________
Juiz:     Qual a sua idade?
Réu:    _____________________________
Juiz:     O Senhor tem Advogado?
Réu:    Tenho sim Senhor.
Juiz:     Quem é?
Réu:    Doutor__________________________
Juiz:     Determino ao Senhor Escrivão que convide o Advogado a ocupar a tribuna de defesa.
Escrivão: Este Tribunal convida ao Doutor______________________, Promotor de Justiça a ocupar o lugar da acusação.
Promotor: Obrigado Excelência.
Juiz:     Agora vamos ao sorteio dos jurados para a formação do conselho se sentença. Aviso aos jurados sorteados no plenário que não poderão funcionar como jurados “marido e mulher” ou parentes. Que a acusação e a defesa se manifestem quanto à aceitação dos jurados sorteados, podendo, cada um, recusar até três nomes.
Juiz: Senhor___________________________
Doutor: Recuso Excelência. A família deste moço é dono de uma serraria e ela, com certeza, não estarão colocando a preservação do meio ambiente em primeiro lugar.
Juiz: Devo a bem de a verdade lembrar a defesa que basta dizer o nome do jurado até o número de três, não precisando dizer suas razões.
Juiz: Senhor____________________________
Doutor: Aceito com prazer.
Promotor: A acusação recusa.
Juiz: Esta recusada, obrigado.
Juiz: Senhor____________________________
Doutor: Aceito com prazer.
Promotor: A acusação aceita.
Juiz: Senhor____________________________
Doutor            A defesa aceita.
Promotor: Aceito.
Juiz: Senhor____________________________
Doutor: Aceito.
Juiz: Senhor____________________________
Doutor: Aceito com prazer.
Promotor: Aceito.
Juiz: Senhor_____________________________
Doutor: Aceito.
Promotor: Aceito, Excelência.
Juiz: Senhor_____________________________
Doutor: A defesa aceita, excelência.
Promotor: Aceito.
Juiz: Senhor_____________________________
Doutor: Aceito.
Promotor: Aceito.
Juiz: Peço a todos que se levantem para o compromisso do conselho de sentença deste Tribunal.
“Senhores jurados em nome da Lei convidam-vos a examinar com imparcialidade esta causa proferir a vossa decisão de acordo com a vossa decisão de acordo com a vossa consciência e a justiça.
Jurado: Sr.______________________________”Assim o prometo”
Jurado: Sr.______________________________”Assim o prometo”
Jurado: Sr.______________________________”Assim o prometo”
Jurado: Sr.______________________________”Assim o prometo”
Jurado: Sr.______________________________”Assim o prometo”
Jurado: Sr.______________________________”Assim o prometo”
Jurado: Sr.______________________________”Assim o prometo”

Juiz:     Podem sentar.
Juiz:     Em seguida o interrogatório do acusado.
O Senhor não está obrigado a responder as perguntas, mas caso não as responda o seu silêncio poderá prejudicar sua defesa.
O Senhor conhece as testemunhas?
Réu: Sim.
Juiz: É amigo íntimo, inimigo ou parente de qualquer uma deles?
Réu: Não excelência, eu apenas o conheço.
Juiz: O Senhor é acusado do seguinte:
Conforme consta do Inquérito Policial nº. 010/89, no dia 20 de abril deste ano o Sr, pôs fogo em sua roça de soja e não tendo tomado as devidas precauções, o fogo alastrou-se para a mata do bosque da cidade, incendiando dezenas de árvores e matando muitos animais, ofendendo assim a lei que protege o meio ambiente. É verdade essa acusação?
Réu: É, mas foi um incidente. Porque naquele dia eu só queria queimar meus dois alqueires de soja, que eu já tinha colhido, para plantar o trigo.
Juiz:                 Para o escrivão que digita:
                        “Às perguntar respondeu o réu que conhece as testemunhas de acusação e defesa, mas que não é amigo íntimo, inimigo ou parente de nenhuma delas. Que no dia da queimada pretendia apenas queimar os restos de sua roça de soja pra o plantio de outra cultura, não esperando que o fogo espalhasse”.
Juiz:                 Chamo para depor a testemunha de acusação. O Senhor____________________
Juiz:                 Apresente-se a testemunha de acusação. O Senhor________________ e tome seu lugar.
                        (a testemunha entra e senta)
Juiz:                 O Senhor Jura dizer a verdade em nome da lei?
Testemunha:    Juro
Juiz:                 O que o Senhor sabe sobre o crime de destruição do meio ambiente cometido pelo Senhor________________?
Testemunha:    Nós somos vizinhos e quando ela me disse que ia queimar a palha de soja para plantar o trigo eu avisei que era perigoso e que o fogo poderia se espalhar. Disse também que esta prática de por fogo na lavoura não se usa mais, isso prejudica muito a qualidade do solo, além de por em risco nossas matas e animais, põem em risco a própria vida humana, e que por isso é contra a Lei atear fogo.
Juiz:                 Pode se retirar, obrigado. (a testemunha levanta e sai).
Juiz:                 Chamo para depor a testemunha, Senhor___________________, pela defesa. Que tome seu lugar (a testemunha entra e senta).
Juiz:                 O Senhor Jura dizer a verdade em nome da lei?
Testemunha:    Juro.
Juiz:                 O que o Senhor sabe sobre o crime de destruição do meio ambiente cometido pelo Senhor_______________?
Testemunha:    Excelência eu conheço o réu, o Senhor__________________, da escola onde estudamos juntos e ele sempre foi uma pessoa que sempre ajudou os outros.
No dia que o fogo pulou do sítio dele para a mata do bosque ele fez de tudo para apagar o fogo até a noite. Eu mesmo vi quantos animais ele ajudou a salvar. Então eu tenho certeza de que ele não esperava que acontecesse o desastre que foi o incêndio.
Juiz:                 Pode se retirar, obrigado. (a testemunha levanta e sai)
Juiz:                 Passo a palavra ao Dr. Promotor lembrando que terá o prazo de 10 minutos para expor razoes de acusação.
Promotor:        Tenho hoje a oportunidade e satisfação de ter como Presidente desse Tribunal um homem do mais alto grau cultura e sendo de justiça.
                        Aceite Meritíssimo Juiz esta homenagem da acusação. Quero ainda estender minha homenagem ao Doutor_______________________, brilhante defensor do réu.
                        Senhores Jurados: Vossas Senhorias tiveram a oportunidade de presenciar a confissão do próprio réu que assume o crime de causar a queimada de dezenas de arvores e morte de vários animais que viviam no bosque de nossa cidade, vizinho de sua propriedade. Sem dúvida que ao observarmos as provas, concluiremos que o réu merece ser condenado pela destruição do meio ambiente.
                        O réu pode dizer que não teve a intenção, mas devemos proteger nossas matas e animais pra preservar a própria vida humana na terra. Pois as matas mantêm o equilíbrio da temperatura do planeta e sem as matas o clima vai tornar-se insuportável.
                        E é em nome desse direito que a Promotoria pede a condenação do réu.
Juiz:                 Aviso que o tempo de acusação esta esgotado. Passo a palavra ao defensor do réu, Doutor________________, que também terá o prazo de 10 minutos para fazer sua defesa.
Dr.                   Meritíssimo Juiz, aceite as homenagens da defesa no sentido de reconhecer publicamente os serviços de julgador que Vossa Excelência tem prestado a este estado.
                        Homenageio também o Dr. Promotor, ilustre acusador que tão jovem já ocupa tão alto cargo na justiça paranaense.
                        Senhores Jurados: A acusação tentou transformar a ré num verdadeiro monstro, perigoso para toda a sociedade.
Na verdade este raciocínio é injusto e merece a censura de nossas consciências.
                        Carreguem isso durante o julgamento.
                        Quando o réu queimou sua roça ele usou uma pratica que era muito comum na agricultura. Sabemos hoje que isso somente prejudica o solo e que o manejo do solo mudou muito. Mas o réu em sua simplicidade só fez o que foi ensinado pelos seus pais e se crime, então são muitos os criminosos. Alem disso, conforme declarou a própria testemunha, o Senhor__________________, ele não esperava aquele resultado e ate ajudou a combater o fogo e salvar a vida dos animais do bosque. E que tem toda a capacidade para aprender a usar o solo corretamente se lhe for ensinado.
                        O maior crime será o nosso se condenarmos a cumprir pena numa prisão uma pessoa que sempre agiu corretamente dentro comunidade. Aqueles que vão para prisão nem sempre sabem de crimes. Mas de lá saem sabendo tudo.

Juiz:                 O prazo da defesa está esgotado.
Juiz:                 O réu gostaria de dizer alguma coisa?
Réu:                 Sim, Excelência. Gostaria de dizer a todos os que me assistem agora que estou no banco dos réus porque mereço. Quando eu fiz a queimada na minha rocinha eu fui egoísta e só pensei nas vantagens que eu teria se plantasse meu trigo mais rápido e com menos trabalho. Não percebia que com isso eu estaria pondo em risco o meio ambiente e toda a população de nossa cidade e que não devemos por fogo na terra, pois isso prejudica o solo. Agora eu sei que se todos os lavradores fizessem isso o nosso planeta verde viraria uma grande bola de fumaça. Estou pronto a pagar pelo meu erro. Obrigado.
Juiz:                 Os membros do corpo de jurado podem se retirar para a sala secreta de onde deverão voltar com seu veredito. (jurados se retiram para o canto e conversam)
Juiz:                 Aviso aos presentes que se qualquer um perturbar a livre manifestação do conselho será obrigado a deixar o local e pagar uma multa de 100,00 (cem reais).
Jurados:           (Depois de voltarem e sentarem nos seus lugares)
                        Nós já temos o veredito, Excelência.
Juiz:                 Que seja anunciado o resultado.
Jurados:           Por quatro votos contra três o réu foi considerado culpado pelo incêndio da mata do bosque de nossa cidade. A vossa Excelência cabe aplicar a pena.
Juiz:     Devido ao arrependimento do réu, que reconheceu voluntariamente seu crime e a sua própria consciência de que é preciso preservar o verde para o bem estar da humanidade, condeno o réu, o Senhor _____________, a plantar uma árvore no terreno da escola, na presença de todos, para assim dar o bom exemplo, ajudar na conscientização da comunidade de que não se deve por fogo na lavoura e, finalmente, e mais importante, repor as árvores do bosque que foram destruídas com o incêndio.
            (está encerrada a sessão)

Créditos:
A peça teatral foi escrita originalmente por mim, Geisa M. M. Mota e adaptada/ dirigida com o apoio do Dr. Genta em 1992(?). Ela foi apresentada pela primeira vez na gincana na Escola Estadual 1º de Maio, no município de São Pedro do Ivaí – PR.
Tempos depois apresentamos na gincana na Escola Estadual “Distrito Mariza”, distrito Marisa em São Pedro do Ivaí, e em seguida, em São João do Ivaí nas escolas: Escola Estadual do Luar e Escola Estadual “José de Matos Leão.”
A obra objetiva a conscientização ambiental. De fato, tal problema, é apenas uma simulação de um tribunal do júri.


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