PAISAGEM

ORAÇÃO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

OH! JESUS MEU ETERNO PAI DO CÉU, DOCE CORAÇÃO DE JESUS, SOIS O ME REFÚGIO, MEU GUIA, MINHA LUZ QUE ILUMINA TODO MEU CAMINHO, ME PROTEJA, ME AJUDE, ME DÊ ÂNIMO, CORAGEM E MUITA CONFIANÇA. FIQUE SEMPRE COMIGO. DAI-ME UMA PAZ QUE BROTA DO MEU CORAÇÃO. DAI-ME A GRAÇA DE CONSEGUIR FAZER ALGO PARA VOS AGRADAR. DAI-ME FORÇA, A DECISÃO E CORAGEM. ENVIE TEU ESPÍRITO SANTO E TUDO SERÁ CRIADO. NÃO DEIXE TARDAR EM VOS AGRADECER. ILUMINE MINHA MENTE QUE DEVO FAZER. AJUDE QUE EU NÃO ME ESQUEÇA DE VOS AGRADECER. JESUS FIQUE SEMPRE COMIGO. DOCE CORAÇÃO DE MARIA, RAINHA DO CÉU E DA TERRA. SEJA NOSSA SALVAÇÃO. AMÉM

Observação: Esta oração foi escrita por minha mãe em seus últimos dias de vida /1993. Saudades!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O GINÁSIO E O FUNDAMENTAL II, de Jefhcardoso

Voltando às aulas, digo, meus filhos voltando às aulas, vejo que as coisas não mudaram ao ponto de eu não conseguir traçar linhas comparativas destes tempos com os meus tempos de menino. Tudo muda, e as cabeças sempre, invariavelmente, ficam confusas diante das diferenças, no entanto na essência somos as mesmas crianças de outrora, tá ligado?
Meu filho mais velho, que hoje está com quase onze anos, foi para a quinta série/sexto ano; o que equivale ao meu término de primário e ingresso ao ginásio; o que, a bem da verdade, dá na mesma.
O moleque criou um pelos mais escuros sobre o lábio superior, sua voz, cada vez com mais freqüência, oscila em tons graves sobrepostos por tons agudos exagerados, e em seguida tudo retorna à normalidade.
As aulas começaram. Eu fiz o que fazia nos anos anteriores: esperei o horário e fui para o portão encontrá-lo com um sorriso discreto e conduzi-lo até onde eu havia estacionado o carro.
Até a quarta, tudo bem. Na quinta, ele estava meio calado. Na sexta, abriu o jogo:
_Quero voltar a pé da escola. Quero retornar em companhia dos meus amigos, pai.
Eu não sabia, mas esse fora um direito conquistado ao ingressar no ginásio, digo, no Fundamental II, desculpe, ainda me confundo.
Bem, natural que eu não soubesse, afinal fui e voltei a pé da escola desde o meu primeiro dia do primeiro ano do primário, que os mais velhos insistiam em chamar de grupo, isso para meu desagrado. Grupo. Eca! Primeiro ano primário era o termo correto, tá ligado?
Sempre pensei que ter o pai levando e buscando no colégio fosse um grande privilégio. Eu era livre, feliz, e não sabia.
Aí sabe como é, né. Sentamos para aquela conversa entre gerações. Expliquei o meu martírio e calvário da infância pobre e um tanto desamparada: Mãe gravemente enferma (morre não morre), pai jovem inexperiente e praticamente viúvo (tendo que batalhar para sustentar a casa e cuidar do moleque numa época onde violências urbanas não nos incomodavam aqui no interior), sol menos nocivo, trânsito mais tranqüilo... blá blá blá, blá blá blá...
E finalmente chegamos a um termo. Falta ainda quatro meses para que ele complete onze anos, esse foi meu trunfo. Todos os meninos de sua turma já estão com os onze completos. Conversaremos novamente quando ele fizer onze... ou doze [...]
_Pai!...
_Desculpe, filho. Estou tentando fazer o melhor. As coisas mudam, tá ligado?
Fonte:  http://jefhcardoso.blogspot.com

Obs.: Gênero discursivo: crônica

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